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DIS afirma que foi 'traída' por Neymar e ataca Barcelona

'Barcelona e Josep Maria Bartomeu mentiram', diz Roberto Moreno

O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2015 | 09h33

A polêmica negociação envolvendo Neymar, Santos e Barcelona parece não ter fim, e ganha capítulos apimentados na Europa. Nesta quarta-feira, representantes da DIS, grupo de investidores que detinha parte dos direitos federativos do atacante, criticaram a postura do jogador e atacaram o clube espanhol, em especial o presidente Josep Maria Bartomeu.

A DIS manifestou-se em Madrid e disse que se sentiu "traída" por Neymar e que o Barcelona e o presidente Josep Bartomeu "mentiram" e "ocultaram" os valores reais da transação do brasileiro do Santos para o time catalão. Segundo o diretor executivo da empresa, Roberto Moreno, a DIS foi "vítima de uma fraude." E agora a empresa vai às últimas consequências para receber o que entende ser de direito.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira em Madrid, a DIS explicou que, em 2009, comprou do Santos 40% dos direitos econômicos de Neymar por 2 milhões de euros (R$ 6,9 milhões - valores atualizados). O clube precisava manter o jogador no time e buscou parceiros para isso. Ou seja: numa transação futura, a empresa teria direito a esse mesmo percentual da venda. O Santos negociou Neymar com o Barcelona em 2013.

De acordo com a DIS, em 2013, Santos e Barcelona ocultaram os valores da transferência para reduzir o montante que deveria ser pago a ela. A DIS acionou a Justiça Espanhola, que abriu um processo no dia 17 de junho para apurar possíveis fraudes na negociação. São citados na ação o pai de Neymar, o Santos, o presidente do Barcelona Josep Bartomeu e o ex-presidente Sandro Rossel, todos que participaram da transação do jogador em 2013. Ainda segundo a DIS, o Santos teria informado que a negociação custou 17,1 milhões de euros (R$ 60 milhões). Porém, pressionado pela Justiça Espanhola, o Barcelona já adtimiu que a transferência girou em torno de 86 milhões de euros (cerca de R$ 300 milhões).

Moreno reforçou que a DIS foi vítima de fraude e que buscará ser ressarcida na Justiça para que se "cumpra o que foi acordado, os 40% do total" da transação. "A cada dia parece que o valor aumenta", afirmou o representante da empresa brasileira.


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