Maurício de Souza
Maurício de Souza

'Discutir o racismo é importante para todos', diz Aranha

Em entrevista exclusiva, goleiro do Santos vítima de injúria racial avalia que o saldo do episódio é positivo

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2014 | 16h54

1. Como você se sente hoje, quatro meses depois de ter sido chamado de “macaco” pelos torcedores do Grêmio em Porto Alegre?

Obviamente eu não gostaria de ter vivido aquilo, mas o saldo é positivo. A maioria das pessoas concorda com o que eu fiz. Dificilmente vão me xingar novamente nos estádios. Isso vale para outros negros também. 

2. Você se sente incomodado por ter se tornado um símbolo do movimento negro?

Não. Mas quando tomei a atitude de denunciar o que aconteceu eu não pensei no movimento negro. Pensei no que era certo naquele momento. Isso não foi bom só para os negros, mas para todos os cidadãos. É uma questão de respeito ao ser humano. 

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3. Você ficou satisfeito com a punição aos torcedores?

Sim. Todos os órgãos trabalharam bem. Os torcedores disseram que me xingaram por causa da paixão do clube. Então, foi justa uma punição que tirasse essa paixão deles. Não quero vingança. Só quero o que eu acho que é justo e certo. E muitos me apoiaram. 

4. O prêmio Direitos Humanos, oferecido pela presidente, foi uma forma de apoio?

Acho que sim. Fiquei satisfeito. Tomei uma atitude forte e as pessoas entenderam e me apoiaram. O próximo passo é buscar mais igualdade na sociedade e se sentir no mesmo nível. Não são os negros, mas todos os brasileiros.

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