Dispensado do rival, Léo Cunha realiza sonho de infância

Após quebrar o braço, lateral foi liberado pelo Corinthians e parou no Palmeiras através do time de ex-presidente da Mancha Verde

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2014 | 06h30

Desde o ano passado, o Palmeiras procura por um lateral-direito tanto que Wendel, volante, é quem tem atuado improvisado e Weldinho, o reserva, não tem agradado. Mas talvez, a solução para o problema da equipe esteja dentro de casa. Léo Cunha, de 19 anos, apareceu bem na base do clube, faz parte do time principal e já teve que superar uma decepção profissional para conseguir realizar o sonho de infância, que é defender o Palmeiras.

Nascido no bairro de Artur Alvim, Zona Leste de São Paulo, Léo iniciou a carreira na base do Corinthians, onde jogou dos oito aos 11 anos de idade. Tudo ia bem, até ele quebrar o braço. “Perdemos um campeonato e eu quebrei um braço, por isso tive que faltar em alguns treinos. Quando voltei, fui comunicado que estava dispensado”, lembra o lateral, que sofreu muito com a notícia. “Eu era uma criança e estava realizando o sonho de defender um clube grande. Ao saber que estava sendo dispensado, sofri muito e chorei, mas meus pais colocaram na minha cabeça que eu não podia desistir”, lembra.  

Sem clube, ele foi parar no Atlético de Madrid, que apesar do nome, nada tem a ver com o homônimo espanhol. O Atlético era um time formado por Paulo Serdan, ex-presidente da Mancha Verde. “Joguei uns cinco meses lá, fui bem e acabei vindo para o Palmeiras”, conta.

E a decepção deu lugar à euforia. Filho de pais palmeirenses, o garoto herdou o amor ao time alviverde e realizou o grande sonho de sua vida. “Meus pais sempre falavam que um dia eu jogaria no Palmeiras e eles acertaram. Voltar para um time grande, que eu torço e ainda fazer parte do time profissional era o meu sonho. Agora é trabalhar forte para, quando chegar a minha oportunidade, eu estar preparado”, analisou.

Além da lateral, ele também pode jogar como ala na direita. “Estou vivendo uma experiência única. Milhares de pessoas sonham vestir essa camisa e eu tenho a oportunidade, por isso, quero aprender muito com meus companheiros e se um dia sair, quero que seja de forma vitoriosa”, completou.  

Assim como os outros garotos, ele também faz questão de destacar que o fato do ambiente entre os atletas ser bom, facilita sua adaptação ao time profissional. “Trabalhar ao lado dos amigos é mais fácil”, resume o lateral, que tem vínculo até dezembro de 2017.

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