Dispensados criticam Luxemburgo

A lista de dispensas anunciada na segunda-feira pelo Corinthians continua provocando confusão e mal-estar no clube. Alguns dos jogadores excluídos do elenco (foram nove no total) não escondem a mágoa com o técnico Wanderley Luxemburgo, que demonstra ter perdido poder no Parque São Jorge. O goleiro Maurício e o zagueiro João Carlos, titulares do time durante o primeiro semestre, foram os que ficaram mais inconformados com a atitude do treinador."Fiquei chateado pela forma como soube da minha saída. Passaram um listão, parecendo que não prestávamos para nada", desabafou Maurício. O goleiro não poupou críticas a Luxemburgo e sua falta de reconhecimento. "Ajudei o Wanderley a voltar à mídia, no momento em que ele chegou aqui por baixo", lembrou o jogador, referindo-se às suas atuações no Campeonato Paulista deste ano, quando o Corinthians conquistou o título.João Carlos, que inclusive foi escolhido por Luxemburgo como capitão do time no primeiro semestre, lamentou o fato de só ter sabido de sua dispensa após o treino de segunda-feira, quando estava no vestiário. "Agora tenho de levantar a cabeça e procurar outro clube para jogar", afirmou o zagueiro.O mal-estar no Parque São Jorge era tão grande que até o atacante Fernando Baiano, incluído entre os nove dispensados, disse que houve um engano e que ninguém tinha lhe avisado da sua saída do clube. "Para mim, eu estava numa lista dos que estavam sem contrato. O Wanderley não me falou nada", desconversou o jogador, que se recupera de uma contusão.O volante Gallo, que tem ainda mais 7 meses de contrato, e o lateral-direito Índio, cujo compromisso com o clube se encerra no dia 20, preferiram não polemizar. Já o zagueiro argentino Ávalos, sem contrato, está negociando sua ida para o Basel, da Suíça. O zagueiro Fábio Luciano e os volantes Pereira e Marcos Sena - outros três dispensados - não apareceram no Parque São Jorge nesta terça-feira.A dispensa, principalmente de Maurício e João Carlos, não fazia parte dos planos de Luxemburgo, que foi obrigado a aceitar os interesses do vice-presidente de futebol do clube, Antonio Roque Citadini, e do parceiro do Corinthians, o fundo de investimento norte-americano Hicks Muse Tate & Furst.

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