Nilton Fukuda/Estadão
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Robson Morelli
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Disputa vai até o fim

Brasileirão promete ser acirrado até as rodadas finais, com vantagem pra quem tem menos campeonatos a jogar

O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 04h00

O Campeonato Brasileiro vai ser acirrado até o fim, até sua 38.ª rodada. Vai levar vantagem, conforme mostrou neste domingo reportagem do Estado assinada por Renan Cacioli, os times que não terão de dividir sua atenção com outros torneios, como Libertadores, Sul-Americana e Copa do Brasil. Quem tiver apenas o Nacional para jogar, terá mais chance de se dar bem. O que não quer dizer que será campeão. O líder São Paulo é um desses, cujo esforço está totalmente voltado ao Brasileirão.

Internacional e Atlético-MG também ficaram pelo caminho nas outras disputas. Seus olhos, portanto, brilham a cada rodada do Nacional.

De modo que coloco essas três equipes, interessadíssimas na competição, como candidatas a ganhar. Incluo Flamengo, Grêmio e Palmeiras na parada. E um Cruzeiro, vindo lá de trás, por respeito ao seu treinador, Mano Menezes, e se rendendo à qualidade do elenco. Não vejo nenhuma outra equipe em condições de surpreender com arrancadas invejáveis que costumam acorrer no returno. Fico com os sete.

O fato é que não seria capaz de apontar o campeão. Uma coisa me parece certa: não teremos ninguém nadando de braçadas até a chegada. Nem o líder o São Paulo. O grupo de Aguirre achou um jeito de jogar, mas começa a ter dificuldades para se impor. Continuar sendo regular é o seu maior desafio.

Da mesma forma, o Internacional ainda tem de se provar agora que todos estão dando conta de sua recuperação. Até outro dia, poucos notavam o clube no Nacional. Já não é mais assim. A torcida se encheu de entusiasmo e os rivais começaram a torcer contra. O Inter é um desses clubes que têm caminho livre. Ao lado do São Paulo, encontrou uma maneira de atuar e tem no seu treinador, Odair Hellmann, chamado de Papito pelos jogadores, um dos motivos de sua estabilidade em campo. Recentemente, contratou Paolo Guerrero para reforçar o ataque, mas foi surpreendido com a punição do atacante peruano – pego em doping, ele teve a pena interrompida na Copa da Rússia, mas agora terá de cumpri-la até janeiro de 2019.

Dos clubes que só tem o Brasileiro neste segundo semestre, o Atlético-MG é o que gera menos confiança. O treinador é novato, já esteve na corda bamba, mas o elenco é razoavelmente bom. O que falta ao time é regularidade. Mesmo assim não dá para descartar a equipe alvinegra de Minas Gerais.

Flamengo, Grêmio e Palmeiras têm outros interesses e vão olhar com mais carinho para a disputa quando não tiverem mais chances nas outras competições – Libertadores e Copa do Brasil.

De modo que vão se sustentar no torneio para não perder o pelotão de frente de vista. O Fla, que rodadas atrás era líder, tem elenco de respeito. Va lá que a defesa provoca calafrios e o gol ainda é um problema, mas do meio de campo pra frente, é tudo jogador bom de bola. Aposto alto nesse Flamengo. E já não é sem tempo de o time brindar sua torcida com uma taça mais pesada.

No Sul, além do Inter, é preciso ficar atento ao Grêmio, de Renato Gaúcho. O técnico faz sua última temporada no clube – deve mudar de ares em 2019. Então, fará de tudo para dar mais uma volta olímpica. Há jogadores interessantes no grupo, como Luan, que ficaram de um ano para o outro. De todos, talvez seja o que marca melhor, e tem no conjunto do meio sua grande força. Mas não é nem de longe o mesmo Grêmio da disputa passada. Renato se valeu de formações mistas em algumas rodadas do Brasileiro, dando a entender que ele não é prioridade.

Há ainda o Palmeiras, que ontem completou 104 anos de existência. A chegada de Felipão mudou a condição do time, agora mais regular e jogando simples. Tem outros objetivos, mas avança no Brasileiro. E não vai desistir dele. Em comum, todos esses rivais acreditam na conquista.

 

 

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