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Dívida do Santos faz Fábio Costa pedir penhora de CT

O goleiro Fábio Costa vai pedir na Justiça do Trabalho o Centro de Treinamentos Meninos da Vila como garantia na ação que move contra o Santos desde 2003 e que já está em cerca de R$ 5 milhões. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela advogada do goleiro, Gislaine Nunes."Vou penhorar tudo", disse a advogada, que na terça vai encontrar o jogador antes de entrar com o pedido de execução provisória. "Se o garoto quiser, consegue a sua liberação, alegando que o clube não cumpriu a cláusula do contrato que determinava a quitação do débito em 60 dias", comentou.Na ação trabalhista, Fabio Costa cobra direitos de imagem de dezembro de 2003, férias e 13º. salário de 2003 e outros direitos. Segundo Gislaine, o Santos tentou fazer um acordo em 9 de dezembro de 2005, quando os valores corrigidos já chegavam a R$ 2,5 milhões. "A proposta do clube foi de R$ 1 milhão e mais o pagamento dos honorários. Portanto, fora da realidade. Depois disso não fomos mais procurados."O advogado do Santos, Marcus Vinicius Lourenço Gomes, não demonstrou preocupação com a ameaça de penhora do Centro de Treinamentos Meninos da Vila Belmiro e disse que em breve haverá um acordo para solucionar o problema. Ele afirmou que o goleiro está informado sobre a tramitação do processo e que no momento certo as partes chegarão a um acordo. "Mas o juiz nem deu a sentença ainda", alegou.Ao contrário do que diz Marcus Vinicius, o camisa 1 santista demonstra preocupação com a indiferença do clube, que além de não ter cumprido o prazo estipulado na cláusula do contrato para a pagamento da dívida, parece disposto a fazer com que a ação se arraste, para obter vantagem num futuro acordo.Cansado de cobrar uma providência dos dirigentes, Fábio Costa, que é o capitão do time santista, pediu que Vanderlei Luxemburgo cobrasse uma solução para o problema, mas, outra vez, bateu na porta errada. O técnico respondeu que preferia não se envolver. Na noite de domingo, Fábio Costa compareceu num programa de esportes da TV Santa Cecília, da família do presidente santista Marcelo Teixeira, e não perdeu a oportunidade de falar sobre o caso."Não é normal jogar por um clube movendo um processo contra ele, como também não deve ser cômodo para um clube ter um jogador que move processo. O prazo que existia não foi cumprido e espero que agora tudo seja resolvido rapidamente", disse o atleta, sugerindo que o impasse seja solucionado o mais rápido possível para evitar estremecimento na sua relação com a equipe paulista.Quando Fábio Costa brigou com um grupo de torcedores santista, após o empate por 1 a 1 com o Fluminense-RJ, no Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, uma das acusações contra o goleiro foi de que ele estava processando o clube. Mas, na oportunidade, tanto jogador como o presidente procurou minimizar a questão afirmando que as partes estavam perto de um acordo. Agora, a queixa pública do atleta demonstra que o seu relacionamento com direção está comprometido.

Agencia Estado,

08 de janeiro de 2007 | 18h30

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