Djalminha: alternativa para o Palmeiras

O Palmeiras ainda está à procura de um armador, de alguém que possa ser o maestro do meio-campo e fique responsável por abastecer o ataque com passes de qualidade. Algumas tentativas de contratação foram feitas, não deram em nada e o funil de opções se estreita em direção a Djalminha. O meia que já passou pelo Parque Antártica, no meio dos anos 90, tem muitas das características que diretoria e comissão técnica apreciam e consideram ideais, está disponível no mercado, mas permanece uma grande incógnita. Ninguém assume publicamente, sobram reticências, frases incompletas, olhares dissimulados. Mas o que emperra o clube de bater o martelo e apostar em um jogador de 34 anos é o temperamento. Djalminha só recebe elogios, quando se trata de analisar habilidade, experiência, capacidade de decisão, que tem para dar e vender. Porém, há cautela excessiva no momento em que se levam em conta sua visão de mundo e reações pessoais. "É preciso conversar com a comissão técnica", avisa o presidente Affonso Della Monica. "Trata-se de excelente jogador. No entanto, temos de ver como está em termos de preparo físico, o que pretende ainda na carreira", ressalva, com o cuidado de não ferir suscetibilidade nem falar de caráter. "O tempo passa, as pessoas amadurecem", emenda o dirigente. Discurso semelhante ao de Estevam Soares. O técnico reconhece talento acima da média de Djalminha e não foge ao tom do presidente. "Um jogador de criação é importante para compor o grupo", ressalta. "E muitos pontos devem ser analisados", explica, sem aprofundar-se. O treinador ainda aguarda recuperação de Pedrinho e vê com bons olhos o empenho oficial de dar-lhe alternativas no elenco. Giovanni, Juninho Paulista e Roger foram tentativas frustradas para preencher essa brecha no meio-campo. Por isso, a atenção desembocou em Djalminha. O clube se dispôs a oferecer-lhe contrato de três meses, renovável por tempo maior. Como parece não ter gostado muito da sugestão de ?teste?, houve novas reticências. "Ainda não entrei em contato com ele e muito menos falei de salários e outros detalhes", garante Della Monica. "Como disse, é uma alternativa interessante, mas que está sendo estudada."

Agencia Estado,

02 de fevereiro de 2005 | 16h47

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