Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Documentário conta a história e as mudanças feitas no estádio do Palmeiras

Allianz Parque é o personagem principal de filme que apresenta depoimentos de ídolos do clube

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2020 | 13h57

O Allianz Parque, estádio do Palmeiras, ganhará um filme próprio a partir do próximo dia 15. A arena é o personagem principal do documentário "Segundo Tempo", do diretor Rogério Zagallo. O longa-metragem, que tem sua estreia marcada para as 20h (horário de Brasília) no Canal Brasil, traz a história do estádio localizado na Barra Funda e conta com o depoimentos de diversos ídolos imortalizados pelo clube, além de detalhes da transformação do antigo Palestra Itália, demolido em julho de 2010, para dar lugar ao Allianz, finalizado em 2014 e que custou cerca de R$ 630 milhões.

Desde sua reinauguração, o Palmeiras disputou 157 partidas no local e tem aproveitamento superior a 70%. São 104 vitórias, 29 empates e 24 derrotas. De lá para cá, a equipe conquistou três títulos em sua nova casa: Campeonato Brasileiro, de 2016 e 2018, e a Copa do Brasil, de 2015, diante do rival Santos.

Apesar do bom retrospecto, algumas vezes o Palmeiras deixou a desejar em sua arena. Em 2016, caiu na Copa do Brasil diante do Grêmio. Já em 2017, foi eliminado para a Ponte Preta no Campeonato Paulista, para o Cruzeiro na Copa do Brasil, e para o Barcelona de Guayaquil na Libertadores. No ano seguinte, tropeçou diante do Corinthians no Paulistão, depois novamente para o Cruzeiro na Copa do Brasil e Boca Juniors na Libertadores. Na última temporada, o São Paulo eliminou o adversário alviverde nos pênaltis pela semifinal do Estadual.

Contudo, não é só o futebol que sustenta a casa reformada do time paulista. O Allianz Parque tem se mostrado uma excelente fonte de renda, sendo responsável por sediar grandes eventos musicais da cidade de São Paulo. Apenas em 2019, o estádio recebeu 25 shows nacionais e internacionais. Apesar da elevação das receitas, em algumas ocasiões o Palmeiras deixa de mandar jogos em seu estádio por conta desses espetáculos, que também prejudicavam a manutenção do gramado.

Com isso, a última transformação ocorrida no estádio foi justamente no solo em que a bola rola. O Palmeiras instalou um gramado sintético com a promessa de conciliar a agenda musical com o calendário do futebol e ainda fazer uma economia considerável, já que a manutenção mensal do solo artificial é até 85% menor do que a grama natural, por dispensar reparos complexos.

Antes da suspensão do futebol paulista e de campeonatos sul-americanos por causa da rápida propagação da covid-19 no Brasil, o Palmeiras venceu o Guarani-PAR, em casa, por 3 a 1, e se mantém estável na Libertadores. Nesse último jogo, ocorrido dia 10 de março, 28.267 pessoas estiveram no Allianz, com bilheteria de aproximadamente R$ 1,9 milhões.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.