Documentário conta a relação entre a seleção brasileira e Teresópolis

Regina Carmela e Leo Bittencourt vão lançar 'Reminiscências: A Casa da Seleção' em 27 de junho

Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

24 de maio de 2014 | 17h00

TERESÓPOLIS - Com depoimentos de ex-craques como Zico e Roberto Dinamite, imagens das obras do centro de treinamento Almirante Heleno Nunes, nos anos 80, e histórias sobre o "casamento" da seleção brasileira com Teresópolis, os documentaristas Regina Carmela e Leo Bittencourt vão lançar em 27 de junho 'Reminiscências: A Casa da Seleção'.

Nascidos em Teresópolis, os dois decidiram produzir o filme depois de dois anos de pesquisa. Esse é o oitavo trabalho do gênero da dupla, sempre com os olhos voltados para aspectos da cidade serrana.

Regina conta que desde o fim dos anos 50 a prefeitura de Teresópolis tentava levar a seleção para a cidade. Só obteve sucesso em 1966, graças à influência de Heleno Nunes. "Foi um grande benfeitor. Quando diretor da Companhia de Eletricidade do Estado, renovou toda a rede elétrica da nossa cidade. Também foi decisivo na construção da estrada Ri0-Teresópolis."

Em 1966, a equipe treinava em um campo da Granja Comary, emprestado na época pela família Guinle, e no pequeno estádio do Teresópolis FC, clube fundado em 1915 e hoje na Terceira Divisão do Rio. "Os coletivos da seleção reuniam às vezes mais de dez mil pessoas", continua Regina.

Isso só foi possível porque as arquibancadas provisórias do carnaval do Rio tinham sido emprestadas para Teresópolis. O documentário abrange outros momentos da presença da seleção em Teresópolis. Em 1978, por exemplo, Zico e companhia ficaram hospedados no Hotel Pinheiros, assim como o grupo de 1966. Nos anos 80, a passagem da seleção por lá foi mais escassa. O time voltou a frequentar o local com assiduidade na década de 90 - e agora, com a recente reforma da concentração na Granja Comary, inaugurada em 1987, a tendência é que não saia do local tão cedo.

Pela Set Produções, Regina e Leo fizeram outros documentários, como o que traça a história da estrada de ferro da cidade, hoje desativada, e um que mostra todo o progresso de Teresópolis de 1926 a 1950, com imagens inéditas encontradas nos acervos da cidade. "Um amigo nosso, dono de uma oficina, conhecido como Paulada, tinha no seu armário uma lata com rolo de filme 35 mm e nos entregou para ver sobre o que se tratava", relata Regina, que não poderia imaginar o valor do "presente". "Descobrimos um tesouro. Eram imagens preciosas do calçamento da cidade, inauguração de colégio, de pessoas passeando em charretes. Tudo isso se passava em 1926."

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