Documentário mostra construção do estádio de Munique

Na sexta-feira todas as atenções estarão voltadas para a moderna Allianz Arena, palco do primeiro jogo da Copa do Mundo, entre Alemanha e Costa Rica. O estádio é o orgulho dos organizadores do Mundial e sua construção está registrada no documentário Estádios do Futuro, que a emissora Discovery Channel vai divulgar nesta quarta-feira, às 22 horas. A alemã Gabriele Walther, diretora da produção, revelou à Agência Estado detalhes do local que também abrigará o confronto entre Brasil e Austrália, dia 18: ao mesmo tempo em que o único estádio construído especialmente para o Mundial se propõe ser um Coliseu moderno, também é, no jargão futebolístico, um ?caldeirão?. Gabriele acompanhou todo o esforço dos alemães para construir a Allianz Arena. Antes de falar sobre seu trabalho, ela deu uma mostra da desconfiança dos alemães com relação à sua seleção ao fazer uma bem-humorada proposta ao início da teleconferência para a América Latina: ?Eu conto tudo sobre o estádio e vocês contam tudo sobre as seleções de vocês porque não estou muito confiante no time alemão. Ainda estamos sofrendo?. Por dois anos e meio, Gabriele filmou com sua equipe cada etapa do trabalho para deixar a Allianz Arena pronta, em tempo recorde. ?A idéia dos arquitetos (Jacques Herzog e Pierre de Meuron, também responsáveis pelos projeto do Estádio Olímpico de Pequim) era criar o Coliseu dos tempos modernos?, revela. De fato, em seu documentário, é possível ver que, retirada a superfície inflável, a construção tem influências do anfiteatro romano, com pavimentos em camadas abaixo das arquibancadas. ?Dentro do estádio, o que mais me impressiona é a proximidade da torcida em relação ao campo?, conta Gabriele. ?E outra coisa que chama a atenção é o fato de que, como não há pilastras na área interna das arquibancadas, não há lugar ruim. É possível ver todo o estádio qualquer que seja o lugar em que você esteja sentado.? Outro destaque da construção é a facilidade de escoamento do público em caso de tumulto. ?Em quinze minutos é ter todo mundo na área de estacionamento.? A cobertura externa, de uma película transparente resistente ao fogo, frio, chuva e impacto, mereceu uma atenção especial do documentário. Gabriele, no entanto, revelou que os brasileiros não terão a oportunidade de ver o estádio colorido de verde e amarelo dia 18, nem os alemães verão as tradicionais cores amarela, branca e preta depois de sexta. ?Instalaram apenas refletores das cores dos dois times de Munique, o Bayern e o 1860, azul, vermelho e branco.?Outro detalhe importante levantado por Gabriele é a proposta de ser um estádio a prova de cambistas. As entradas são em forma de cartão de crédito com número de identificação da pessoa que comprou. Aliás, as compras no estádio não poderão ser pagas com dinheiro e sim com cartão. Tudo para garantir maior segurança durante o Mundial.

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