Divulgação/ Ag. Corinthians
Divulgação/ Ag. Corinthians

Documentário mostra peregrinação da torcida corintiana até a inauguração da arena

"A História de Um Sonho - Todas as Casas do Timão" conta sobre o ponto de vista da Fiel a história do clube até construir seu estádio em Itaquera

João Prata, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2019 | 11h46

O torcedor corintiano poderá assistir nos cinemas a partir do próximo dia 6 "A História de Um Sonho - Todas as Casas do Timão". O documentário, o quinto da produtora Canal Azul sobre o clube, conta a peregrinação da Fiel em estádios pelo mundo até a inauguração da Arena Corinthians, em 2014.

Os diretores Marcela Coelho e Ricardo Aidar assistiram pela primeira vez na telona a produção na noite de terça-feira, em pré-estreia que contou com cerca de 400 convidados. O Estado presenciou as cadeiras de cinema virarem arquibancadas, com direito a "ola" antes do início da sessão, bandeiras, gritos de "Vai Corinthians", aplausos durante o filme, gritos de gol e, claro, muita gente chorando. 

Quem gosta de futebol e frequenta estádios não tem como não se identificar. Marcela e Ricardo se surpreenderam com as reações e comentaram sobre o processo de produção do filme em entrevista ao Podcast do Estadão Esporte Clube. Eles também revelaram, em tom de brincadeira, claro, como fizeram para o presidente Andrés Sanchez sorrir durante uma declaração.

Há depoimentos dos mais diversos que vão das lembranças da invasão corintiana ao Maracanã em 1976, passando pelas conquistas no Morumbi, e também todo o carinho que o torcedor tem pelo Pacaembu.

As imagens históricas enchem os olhos. Há um trecho que mostra o Parque Antártica em 1929, período em que o Corinthians costumava mandar os jogos por lá. Os torcedores dão o tom do filme e mostram a que ponto pode chegar a paixão pelo Corinthians.

O processo de construção da arena mostra bem isso e justifica contar todo o passado do clube sem ter um estádio para chamar de seu. Durante as obras, os torcedores criaram no meio de um barranco o que foi batizado de camarote. O camarote começou com um sofá com vista para tijolos e tratores. Com o passar do tempo, mais sofás apareceram e mais gente ficava por ali para ver o estádio ser erguido. 

Houve um torcedor que recebeu o apelido de fiscal da arena, que diariamente mostrava a evolução das obras. Outro, vizinho à casa do clube, colocou uma câmera que mostrava o dia todo como estava a construção do estádio. O fim do drama, o que parecia a redenção de todas as brincadeiras dos rivais, também se tornou um dilema. 

Com a Arena Corinthians pronta, o torcedor precisou se despedir do Pacaembu. Com Adoniran Barbosa cantando "Saudosa Maloca" ao fundo e imagens do último jogo do time como mandante no estádio, o documentário levou aquela arquibancada às lágrimas, com gritos de Corinthians ao final da sessão.  

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