Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC
Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC

Dodô terá que superar inatividade de 9 meses para resolver carência santista

Último jogo do lateral pela Sampdoria foi derrota por 7 a 3 para a Lazio, em maio de 2017

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

23 de fevereiro de 2018 | 08h06

A inatividade deverá ser o primeiro grande desafio de Dodô no Santos. Recém-contratado pelo clube da Vila Belmiro, o lateral-esquerdo estava na Sampdoria e não disputa um jogo por uma competição oficial desde maio de 2017, algo que poderá fazê-lo demorar algum tempo para ser aproveitado pelo técnico Jair Ventura.

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Na Sampdoria desde janeiro de 2016, após passagens por Inter de Milão e Roma, Dodô foi paulatinamente perdendo espaço na equipe de Gênova. Na atual temporada, a 2017/2018, então ele não disputou nenhuma partida oficial, sendo aproveitado apenas em amistosos pelo técnico Marco Giampaolo.

Dodô, porém, também foi atrapalhado por uma lesão, pois passou por uma cirurgia antes do começo da temporada. De qualquer forma, quando se recuperou, não foi usado pela Sampdoria. E a situação abriu caminho para o seu retorno ao futebol brasileiro, onde atuou por Bahia e Corinthians.

A última partida oficial de Dodô foi traumática para ele e a Sampdoria. Em 7 de maio de 2017, o lateral atuou nos primeiros 45 minutos da acachapante derrota por 7 a 3 para a Lazio, pelo Campeonato Italiano, em Roma, sendo substituído no intervalo, quando o placar já era de 5 a 1, e nunca mais voltando a jogar pelo time de Gênova.

A possibilidade de Dodô demorar a ser aproveitado pelo Santos preocupa porque o jogador foi contratado para uma das posições mais carentes do elenco e que já havia sido reforçada antes do início da temporada, com a chegada de Romário - o jogador ex-Ceará até foi titular nas duas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, mas depois perdeu espaço.

Na sequência, Jair tentou apostar em Caju, formado nas divisões de base do Santos, mas as atuações do jovem não agradaram, tanto que o treinador passou a improvisar o colombiano Copete na lateral esquerda no decorrer de algumas partidas, além de ter iniciado o clássico contra o São Paulo com o meia Jean Mota na função.

A improvisação de Jean Mota, aliás, deverá ser mantida nos próximos compromissos do Santos, ao menos até Dodô estar em condições de ser aproveitado. E o próprio lateral, que já treina com seus novos companheiros e será apresentado nesta sexta-feira no CT Rei Pelé, evita realizar uma previsão sobre quando poderá atuar.

"Os testes foram bons, me senti bem no primeiro treino. Eu não estava parado. Com o GPS e os resultados dos treinos, vamos acompanhar e projetar com a comissão técnica a data em que poderei estar disponível", explicou, em entrevista à Santos TV, canal de vídeos no YouTube do clube.

Nessa chegada ao Santos, Dodô deverá se inspirar em outro jogador contratado recentemente pelo clube por empréstimo junto a um time italiano: Gabriel Barbosa, o Gabigol. Afinal, desde a sua primeira saída da Vila Belmiro, no fim de agosto de 2016, disputou apenas 15 jogos por Inter de Milão e Benfica, com dois gols marcados.

Agora de volta ao Santos, Gabriel já soma três gols em três partidas. Repetir o início de sucesso do seu novo companheiro, com as óbvias proporções para um defensor, é a esperança de Dodô e do próprio clube para resolver a carência do lateral esquerda.

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