Arquivo pessoal
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Doente, avô de Lyanco não conhece o sucesso do neto como atleta

Químico de 74 anos sofreu AVC dois anos atrás

Ciro Campos e Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2016 | 07h00

Lyanco é neto do químico Jovan Vojnovic, natural da cidade de Leibach, na extinta Iugoslávia. Ainda criança, Jovan chegou ao Brasil e se tornou um profissional renomado na área industrial. Ele foi eleito o Melhor Químico da América Latina, na área de couro (curtume), há 11 anos por entidades do setor. Aos 74 anos, o avô sabe pouco do sucesso do descendente que se tornou jogador de futebol.

Dois anos atrás, Jovan sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) que deixou sequelas graves. Ele tem dificuldades de fala, audição e compreensão. Passa grande parte do tempo na cama, sob o auxílio permanente dos familiares em sua casa em Franca, cerca de 400 quilômetros de São Paulo. 

O contato entre avô e neto é restrito e eles não se conhecem pessoalmente. Além dos problemas de comunicação originados com o AVC, os avós se separaram. Atualmente, a avó Ignes Ramalho, natural de São Paulo, mora no Espírito Santo juntamente com três filhos; o avô tem outra família em São Paulo. O pai de Lyanco, Marcelo, atua como representante comercial no Rio de Janeiro, mas mantém contato estreito com o Jovan. Lyanco mora em São Paulo.

Foi em Vitória onde começou a saga da família no Brasil. Jovan chegou ao Brasil fugindo dos horrores da Segunda Guerra Mundial, conflito que destruiu a Europa entre 1939 e 1945. Ele partiu em um navio e passou em quatro países diferentes. Os familiares contam orgulhosos que ele teve de aprender o idioma de cada país para não chamar a atenção como estrangeiro e eventualmente ser preso ou extraditado. Lyanco costuma dizer que a trajetória do avô o incentivou a pesquisar e a estudar História, principalmente a Segunda Guerra. O pai conta que as duas gerações – o filho e o avô – são motivos especiais de orgulho para os Vojnovic

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