Domenech critica grupo da França por causa de protesto

O treinador Raymond Domenech criticou duramente, nesta segunda-feira, os jogadores da seleção francesa, que se recusaram a treinar no domingo visando a preparação para a partida contra a África do Sul, em jogo válido pela última rodada do Grupo A da Copa do Mundo.

AE-AP, Agência Estado

21 de junho de 2010 | 16h43

"Tentei convencê-los de que o que eles estavam fazendo era uma aberração, imbecilidade, uma estupidez sem nome", disse o técnico da França.

O movimento dos jogadores franceses começou quando o capitão da equipe, Evra, e o preparador físico da seleção, Robert Duverne, discutiram asperamente. Com a briga, os jogadores decidiram não participar do treinamento programado para o dia. A situação culminou com o pedido de demissão do diretor da Federação Francesa de Futebol Jean-Louis Valentin.

A crise interna francesa iniciou durante o intervalo do jogo contra o México, na derrota por 2 a 0, quando o atacante Anelka teria xingado o treinador da França. Com a ocorrência, ele foi cortado do grupo que está na África do Sul, no sábado.

"Primeiro de tudo, gostaria de especificar que a punição dada a Anelka é justificada. Dou apoio à federação neste assunto. Ninguém pode agir assim, seja no vestiário ou em qualquer outro lugar", explicou Domenech, que, apesar de ter lido no domingo o comunicado dos jogadores para a imprensa presente no centro de treinamento em Knysna, ressaltou não ter apoiado o movimento.

Mesmo com o ambiente turbulento, a atual vice-campeã mundial ainda tem chance de se classificar para as oitavas de final do Mundial. Para passar à próxima fase da competição, a França precisa derrotar a África do Sul nesta terça-feira, em Bloemfontein, e torcer para que México e Uruguai não empatem.

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