Domenech quer vencer a Copa para sair tranqüilo de férias

O técnico da França, Raymond Domenech, afirmou neste sábado que não sente nenhuma expectativa especial antes da final da Copa do Mundo, neste domingo, em que sua seleção enfrenta a Itália, em Berlim. "É a mesma coisa que antes das outras partidas. Não associo esse jogo a uma final, mas a um jogo que é preciso vencer para sair tranqüilo de férias", afirmou neste sábado, em entrevista coletiva concedida antes do último treino da equipe."Nosso projeto tinha sete jogos, e esse era o sétimo. Temos de render bem, assim como nas outras vezes", afirmou Domenech, conhecido por suas superstições. Segundo ele, os jogadores têm um espírito semelhante: "Eles se fecharam numa bolha, uma espécie de fortaleza, e seguirão ali até que a partida termine. Estão tranqüilos, não mudaram nada", assegurou.Essa postura, segundo Domenech, pode ser conseqüência das críticas que bombardearam a seleção depois dos fracassos na Copa de 2002, quando a França caiu na primeira fase sem vencer nem marcar um gol sequer, e da Eurocopa de 2004, quando foi eliminada pela Grécia - que seria a campeã - nas oitavas-de-final. "Eles sofreram muitas críticas e agora são mais realistas", explicou.A mesma explicação foi dada para o silêncio de Zidane, que não dá entrevistas desde 12 de junho, na véspera da estréia francesa no Mundial - um empate sem gols com a Suíça. "Ele está concentrado em seu objetivo e não, que não é falar sobre o que vai fazer, e sim fazê-lo. Eu o entendo", afirmou.Sem comparaçõesO técnico recusou comparações desta seleção com a que foi campeã mundial em 1998, jogando em casa, embora vários jogadores façam parte das duas formações - Zidane, Barthez e Thuram já eram titulares, enquanto Vieira e Henry ficavam no banco, assim como Trezeguet. "É uma equipe diferente que enfrentou uma situação diferente. Podem ser os mesmos nomes, mas já são outros jogadores, oito anos mais velhos", explicou o técnico, que aproveitou para homenagear os cinco jogadores que ainda não entraram em campo na Copa - os defensores Givet, Boumsong e Chimbonda, mais os goleiros Coupet e Landreau. "Não é fácil ter de treinar e não poder jogar, sei que eles não estão contentes, é preciso uma força mental extraordinária para fazer parte de um grupo."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.