Domenech se defende de críticas de Wenger e Deschamps

O técnico da França, Raymond Domenech, saiu em defesa das críticas feitas pelos treinadores de Arsenal, Arsène Wenger, e Juventus, Didier Deschamps, que acusaram-no de falta de comunicação prévia à convocação de jogadores."Eu defendo um grupo, uma equipe, um país. Antes de entrar em polêmicas, prefiro pedir que eles entrem em contato comigo", assegurou o técnico ao jornal francês L´Equipe.Não é a primeira vez que Domenech enfrenta treinadores de clubes. Ele já entrou em polêmica com o do Lyon, Gérard Houllier, e, principalmente, com o português José Mourinho, do Chelsea, sobre a convocação do volante Claude Makelele.Enquanto o treinador português o acusou de "escravista" por convocar um jogador que expressara sua intenção de deixar a seleção, Domenech chamou Mourinho de "cômico".Já o confronto com Wenger é mais recente. Aconteceu na semana passada, depois de o técnico do Arsenal reclamar das muitas participações do atacante Thierry Henry pela seleção, que acabaram resultando numa grave lesão."Acho que Henry esteve mal orientado na seleção", afirmou o treinador do clube londrino, frustrado por não contar com seu principal jogador por uma lesão.A resposta de Domenech veio logo: "Wenger começa a me cansar. Henry nunca se machucou conosco, apesar de ter vindo várias vezes lesionado do Arsenal".Por sua vez, o treinador do Arsenal respondeu novamente acusando Domenech de rejeitar toda comunicação com técnicos de clubes. Mas antes de ter tempo de se defender, Domenech foi alvo de críticas vindas de Turim, onde Deschamps mostrou sua irritação pela ausência injustificada do atacante David Trezeguet na lista de jogadores para enfrentar no próximo sábado a Lituânia, em partida decisiva para as pretensões francesas de se classificar à Eurocopa de 2008."Ele é o único técnico que nunca entra em contato", afirmou o ex-capitão da seleção francesa, que agora tenta levar o clube de volta à primeira divisão italiana.Outro treinador que também apontou a falta de contato com Domenech foi o do Bolton, Sam Allardyce. Ele comparou o silêncio do técnico francês ao diálogo constante que tem com Steve McClaren, da Inglaterra.

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