Doni quer garantir vaga do Botafogo

A boa atuação do goleiro Doni na vitória do Botafogo, no domingo, contra a Ponte Preta, por 2 a 1, pela primeira partida das semifinais do Campeonato Paulista, deixou o jovem atleta muito confiante para o próximo e decisivo jogo. Repetir o desempenho pode classificar o time de Ribeirão Preto para uma disputa inédita na história do clube. Apesar de seus 21 anos, ele demonstra confiança e algo incomum em sua faixa etária: tranqüilidade. "Sei que passo tranqüilidade para os meus companheiros e para o torcedor", disse ele, um dia após a vitória, que dá a vantagem do empate à equipe no segundo confronto.Porém, mesmo pé-quente (não perdeu nos cinco jogos como profissional), avisa: o Botafogo não irá menosprezar o rival. O que poderia tornar-se um pesadelo para os torcedores, com a dispensa precipitada do ex-titular Maurício, virou quase uma unanimidade. Ninguém mais questiona a saída de Maurício. "Fiz defesas difíceis nos últimos dois jogos e sempre fui escolhido o melhor em campo pela imprensa", comentou Doni, que, nesta segunda-feira, reviu os lances da véspera. Ao ver o gol de Rodrigo, da Ponte, pela televisão, não titubeou: "Foi falta em mim." Para o goleiro, dois adversários trombaram e o deslocaram no ar. "Ainda desviei a bola da cabeça do Washington, mas o gol saiu na seqüência", lamentou ele. A preocupação de Doni é justamente o jogo aéreo da Ponte Preta."Ela vai explorar isso em Campinas, como fez aqui", diz, convicto, o goleiro, que tem 1,94 metro e pesa 88 quilos. Sua estatura, porém, não é um empecilho. "Ajuda bastante na saída de gol e a fechar o ângulo", destaca. Com elasticidade, evitou um gol certo em cabeceio de Washington e lembra os que acreditam que goleiros altos são fracos em bolas rasteiras. "Sou bom no chão, pois treino muito e sou rápido." Para demonstrar sua tranqüilidade em campo, Doni concentra-se muito antes das partidas. "Tento me aprimorar mais a cada dia", diz ele, consciente de que nada está ganho diante da Ponte Preta. "Temos de ser tranqüilos para não tomarmos gols e ter expulsões."Ídolo - Fã de Taffarel, Doni começou a carreira no Lousano Paulista, em Jundiaí, onde nasceu, e passou por Rio Branco (SP) e Ferroviária. Está há três anos no Botafogo e já defendeu três pênaltis - um deles, do artilheiro Washington, na fase de classificação. Diz que aprendeu a fechar o ângulo do atacante com Alexandre, há dois anos, e a repor bolas com Maurício. Pênaltis? "É um dom meu, pois sempre peguei mais que eles." O grupo botafoguense é jovem (média de 22,6 anos) e ninguem canta vitória antes do tempo. "Somos jovens, mas sabemos o que podemos perder", diz Doni.O técnico Lori Sandri garante que não terá problemas com seus jogadores. "Sempre tivemos de correr atrás, nada de salto alto", afirma ele, acrescentando que não adiantaria o Botafogo jogar na retranca em Campinas. "Como o Nelsinho Baptista falou: não será fácil", comenta Sandri. Um gol de vantagem pode ser pouco, mas ele gostou. "É um pouco que é muito." Sandri também acredita que o jogo da Ponte contra o Remo, pela Copa do Brasil, na quarta-feira, poderá ajudar o Botafogo. "E se não fizer o resultado que precisa?", indaga ele. Seu time volta nesta terça-feira aos treinos. Douglas, suspenso, não jogará domingo. Chicão deve voltar em sua vaga.

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