"Dono do estádio" culpa torcida

Apontando as torcidas organizadas como culpadas pelos incidentes ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, o presidente do América (ao qual pertence o estádio Teixeirão), Pedro Baptista, considera que houve exagero ao se falar de falta de segurança no clássico na partida de domingo. "Pouca gente citou que conseguimos levar ao Teixeirão o maior público do Campeonato Paulista", lembrou o dirigente, admitindo que muito mais de 40 mil pessoas estiveram presentes na partida vencida pelo São Paulo, por 3 a 0. Mas a renda e público oficiais não foram divulgados. A Polícia Militar estimou que 50 mil pessoas estavam dentro do Teixeirão, portanto perto de 10 mil a mais que o número de ingressos colocados à venda pela Federação Paulista de Futebol. "Havia muitos convidados e autoridades", confessou Baptista, citando ainda que a administração do estádio não contava com a falha no sistema eletrônico das catracas. Metade das 30 catracas não funcionou, ocasionando tumulto nos portões e, conseqüentemente, muitos torcedores assistiram ao jogo sem comprar o ingresso.A principal queixa se concentra nas pedras atiradas dentro de campo antes do início do segundo tempo. Um delas atingiu o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, retardando o início do jogo por quase meia hora. A Delegacia Seccional de Rio Preto garantiu que ocorreu apenas um registro de furto de automóvel nas redondezas do estádio, contrariando informações divulgadas de mais de 40 casos. A PM, no entanto, atendeu muitos conflitos entre torcedores rivais, sem registro de vítima fatal ou caso mais grave.

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