Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Dorival admite temor com risco de queda do Vasco

Equipe vive fase complicada no campeonato e conquistou apenas três pontos em sete jogos

LEONARDO MAIA, Agência Estado

16 de setembro de 2013 | 08h17

RIO - Uma vitória em oito jogos costuma ter sérias consequências no Campeonato Brasileiro. O Vasco, mais pela incompetência geral dos times da parte de baixo da tabela, se mantinha em torno da 10ª colocação há duas rodadas. Contra Portuguesa e São Paulo, que habitavam a zona de rebaixamento àquela altura, o time queria mostrar que avançaria na classificação e que sua briga era por algo maior na competição.

Mas duas derrotas inquestionáveis por 2 a 0 expuseram as deficiências da equipe de Dorival Júnior, lançaram o time na 17ª colocação e definitivamente colocaram os vascaínos na luta contra a degola. O treinador garante que seus jogadores jamais menosprezaram os adversários ou acharam que caminhavam para assumir um posto mais digno na tabela.

"Nunca relaxamos. Na verdade, eu sempre alertei que nossa situação era perigosa, que não podíamos relaxar de jeito nenhum", disse Dorival. "Todos nós estamos preocupados, mas não deixaremos as coisas degringolarem."

O treinador procurou mais uma vez desconectar os últimos resultados dos atrasos salariais, que se acumulam no clube. Para Dorival, os jogadores estão mantendo a concentração em campo, mas não negou que haja o problema.

O técnico teme que a juventude de muitos atletas seja um fator a agravar ainda mais o atual cenário. Dorival fez até uma comparação com o algoz de domingo, que escapou da zona perigosa justamente com o triunfo sobre os cruzmaltinos. Para ele, a experiência do elenco são-paulino foi fundamental para tirar o time de uma situação terrível para uma mais administrável.

"Temos que ter consciência que temos muitos jovens no elenco e se vaias continuarem é natural que a equipe se desequilibre. Precisamos do apoio da minoria que puxa as vaias. Eles parecem não entenderem que isso prejudica ainda mais o rendimento", pediu o treinador.

Na quarta-feira, o Vasco tem uma segunda partida seguida em casa, contra o Vitória, que também luta para se afastar das últimas colocações. A dúvida para os jogadores é se nesse momento jogar diante de sua torcida será algo positivo ou negativo.

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