Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Dorival aposta em Cueva e mais quatro 'gringos' na estreia no São Paulo

Novo técnico deve escalar Buffarini, Arboleda, Cueva, Gomez e Pratto diante do Atlético-GO

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2017 | 07h00

No primeiro jogo para tentar salvar o vice-lanterna São Paulo do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Junior vai apostar em cinco estrangeiros, número máximo permitido pela CBF, para o jogo contra o Atlético-GO, nesta quinta-feira, às 19h30, no Morumbi. São eles: os argentinos Buffarini, Pratto e Gómez; o equatoriano Arboleda e o peruano Cueva. De acordo com o departamento de história do próprio São Paulo, é um fato inédito.

Em 1940, o clube chegou a ter seis estrangeiros, mas apenas cinco estiveram registrados ao mesmo tempo e no máximo quatro jogaram na mesma partida. Em 1953, foram cinco argentinos, mas nunca atuaram juntos. Desde 1993, ao menos um “gringo” integrou o elenco.

Com a provável escalação do quinteto, o uruguaio Diego Lugano não ficará nem no banco de reservas por imposição do regulamento. Na escolha dos estrangeiros – que é uma coincidência histórica, obviamente –, uma delas merece destaque. Depois de ter sido afastado do clássico diante do Santos por se recusar a ficar no banco de reservas – na versão do então auxiliar Pintado –, Cueva deve ganhar nova chance. Desde que sofreu lesão com a seleção peruana, em março, o meia nunca mais conseguiu reeditar as boas atuações do início do ano. Sua queda coincide com a derrocada da equipe.

Depois de sete rodadas sem triunfos, Dorival deixou clara a urgência da vitória. Nos dois treinos que realizou até agora, a estratégia foi transmitida didaticamente. O novo treinador quer evitar lançamentos longos e pediu para volantes ajudarem na saída de bola, ou seja, Jucilei e Petros vão buscar a bola com os zagueiros.

No ataque, vai utilizar duas duplas pelos lados do campo: Wellington Nem e Buffarini, pela direita; Junior Tavares e Gomez, pela esquerda. Quer Lucas Pratto fixo, dentro da área, sem sair para armar o jogo como fez nas partidas anteriores. Em vários momentos, reforçou a confiança na qualidade do grupo e pediu o fim das chegadas e saídas para fortalecer o grupo.

Pela mudança de treinador e pela posição alarmante na tabela, os jogadores deram um caráter decisivo para a partida diante do lanterna. “Será o jogo da nossa virada”, disse o volante Petros. “É um jogo importante para iniciar uma nova fase no torneio”, completou Jucilei.

O lateral Junior Tavares confirmou a alteração no astral, mas prefere adotar a prudência. “É muito cedo para falar em mudança, ainda não jogamos com ele. Mas chegou com espírito novo e nós, jogadores, estamos muito motivados com comissão nova”, afirmou.

Todos pediram o apoio e a presença da torcida que, até ontem, não parecia ter atendido aos apelos. Até o início da noite, 11 mil bilhetes haviam sido comercializados. É número bem modesto em relação à média no torneio (27 mil) e bastante inferior ao do Campeonato Paulista, quando o clube atraiu 33 mil por partida, a maior média da história.

Notícias relacionadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.