Rubens Chiri/São Paulo FC
Rubens Chiri/São Paulo FC

Dorival aprova ajuda de Muricy e diz ter tido receio de reunião com torcedores

Para ele, qualquer ajuda para o São Paulo é bem-vinda no momento; suporte do colega e conversa com torcida têm balanço positivo

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2017 | 16h55

O técnico Dorival Junior, do São Paulo, disse nesta sexta-feira que aprova a possível atuação de Muricy Ramalho como "consultor informal" do clube durante a reta final do Campeonato Brasileiro, em que o time vive o risco de ser rebaixado pela primeira vez em sua história. No início desta semana, a diretoria conversou com Muricy.

Uma possibilidade era de que o ex-técnico fosse coordenador de futebol. Por causa de um contrato que Muricy tem com uma emissora de TV, o SporTV, ele negou ter interesse em cargos remunerados no São Paulo, mas disse estar disponível para atuar como um "consultor", de forma informal. Após a conversa, o diretor-executivo de futebol do São Paulo, Vinicius Pinotti, "aceitou" a ajuda em nome do clube.

"O que menos pode acontecer neste momento é colocar questões pessoas à frente do clube", disse Dorival, em referência aos rumores de que ele não se sentiria confortável em ter um "suporte" para seu trabalho. "Qualquer auxílio será bem-vindo, ainda mais de uma pessoa como Muricy, que é meu amigo e que eu respeito. Ele chegou a me ligar duas ou três vezes preocupado com a repercussão desta história. De minha parte, essa colaboração jamais será um problema. Qualquer proposta para o bem do São Paulo será bem-vinda".

Dorival também comentou sobre a reunião de quarta-feira com os torcedores no CT da Barra Funda. Ele revelou ter tido receio da conversa, que reuniu elenco, comissão técnica e diretoria com torcedores de diferentes segmentos, a pedido das organizadas Independente e Dragões da Real. O encontro aconteceu na quarta e, de acordo com o treinador são-paulino, foi positivo por fortalecer o incentivo da torcida aos jogadores.

"Antes da reunião, eu tinha preocupações. Foi uma conversa definida pelo presidente (Carlos Augusto de Barros e Silva) e o que me preocupava era que todo o trabalho que vem sendo feito, de motivação e busca por resultados, poderia ter outro enfoque. Mas não foi o que aconteceu. Não houve agressões, a torcida do São Paulo está atuando junto com o time e incentivando até o último momento."

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