Dorival cobra afastamento de Neymar e ameaça sair

Dorival Júnior deixará o Santos se a diretoria não atender ao seu pedido para suspender Neymar por 15 dias. O treinador quer o atacante longe do restante do elenco profissional, treinando com os meninos da base no CT Meninos da Vila.

SANCHES FILHO, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 20h00

O técnico considerou a multa anunciada pela diretoria como uma punição leve demais diante da humilhação pública que sofreu no segundo tempo do jogo com o Atlético Goianiense, quarta-feira, na Vila Belmiro, ao ser xingado por Neymar. Sem contar a continuação das ofensas nos vestiários, quando o jogador teria até jogado isotônico no rosto do treinador.

A diretoria passou a tarde inteira e o início da noite desta sexta reunida com Dorival Júnior tentando, em vão, fazer com que ele desistisse do afastamento de Neymar. Mas o treinador se manteve irredutível, com total apoio do auxiliar Ivan Izzo.

O clima de crise no CT Rei Pelé pôde ser sentido no meio da tarde. Os jogadores entraram em campo às 15h30 e ficaram sentados durante quase uma hora atrás do gol, aguardando Dorival Júnior. Nenhum integrante da comissão técnica quis comandar o treinamento. Por volta das 17 horas, o técnico apareceu e ficou durante menos de meia hora. Em seguida, voltou para a parte administrativa do CT, enquanto os jogadores faziam um treino físico.

"Normal o clima não está. Isso demora dois ou três dias para passar", admitiu o capitão Edu Dracena, antes que fontes do elenco passassem a informação sobre o que estava ocorrendo internamente. Pela programação, Dorival Júnior deveria dar um treino técnico e ajustar a equipe para o jogo contra o Guarani, domingo, em Campinas.

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