Dorival e Dracena criticam mando de campo fora da Vila

Se dependesse de Dorival Júnior e do capitão Edu Dracena, o Santos não voltaria a abrir mão de mandar os seus jogos na Vila Belmiro em troca de melhores arrecadações no Pacaembu. Desde o Campeonato Paulista, o treinador já era contrário à mudança. Inicialmente, até parecia implicância de Dorival, mas agora os números estão do seu lado.

SANCHES FILHO, Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 18h44

Dos últimos seis jogos no Pacaembu, o Santos conseguiu ganhar apenas um e perdeu os outros cinco. A vitória foi sobre o Goiás, atual lanterna do Campeonato Brasileiro, e as derrotas diante de Santo André (na decisão do Paulistão), Corinthians, Palmeiras, Avaí (pela Sul-Americana) e Botafogo.

"Desculpem-me, mas não vou mais opinar a respeito disso. A diretoria já sabe qual é a minha posição sobre o assunto e não vou mais polemizar. Se já está resolvido, está resolvido. Então, vamos jogar onde for determinado", afirmou o treinador, sem disfarçar o descontentamento.

O Santos deverá voltar a exercer o mando de jogo fora da Vila Belmiro contra o Cruzeiro, dia 25, em jogo da 25.ª rodada do Brasileirão. O pedido de mudança da partida para a Arena Barueri já foi feito, mas a CBF ainda não homologou. O próximo confronto que teve o local alterado a pedido do Santos é o do dia 9 de outubro, diante do Atlético-PR. A tabela determinava a partida para a Vila Belmiro, mas ela foi remarcada para o Pacaembu.

"Prefiro jogar na Vila Belmiro, onde a pressão é muito grande e o adversário já entra em campo acuado. O Santos tem torcedores no Brasil inteiro e se ficar mandando seus jogos em outros lugares será complicado. Mas, é aquela história: manda quem pode, obedece quem tem juízo", disse Edu Dracena, com discurso semelhante ao de Dorival.

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