Arquivo Estadão
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'Dr. Sócrates Brasileiro' vira nome de escola na zona sul de São Paulo

EMEF no Jardim Catanduva foi renomeada em cerimônia nesta terça

O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2015 | 10h19

Em cerimônia realizada na manhã desta terça-feira, foi homologada a alteração do nome da Escola Municipal Campo Limpo para Escola Municipal Dr. Sócrates Brasileiro, homenageando um dos jogadores mais emblemáticos e politicamente engajados da história do futebol nacional. A oficialização do novo nome da instituição, localizada no Jardim Catanduva, zona sul da cidade, contou com a presença do prefeito Fernando Haddad.

Dr. Sócrates ou 'Magrão', como costumava ser chamado por conta de seu porte físico alto e magro, começou a praticar futebol ainda na infância, quando se mudou do Pará (seu estado natal) para a cidade de Ribeirão Preto, para onde seu pai, funcionário público federal, havia sido transferido. No Colégio dos Irmãos Maristas, na nova cidade, Sócrates se apaixona pelo esporte, mas também não abandona seu outro sonho: o de ser médico. Durante seis anos, conciliou o curso com seus compromissos no Botafogo-SP. Sócrates, aliás, mal treinava por causa do curso, mas, mesmo assim, era reconhecido por seu trato diferenciado com a bola e acabou se profissionalizando.

Em 1977, faturou, com o Botafogo, a Taça Cidade de São Paulo (equivalente ao primeiro turno do Campeonato Paulista) e despontou para o cenário nacional, sendo, inclusive, requisitado na Copa do Mundo de 1978. A oportunidade, porém, apareceria em 1979, e ele vestiria a amarelinha até 1986. Após o Botafogo, se transferiu para o Corinthians, onde foi ídolo e protagonizou a 'Democracia Corintiana'.

O movimento, liderado por um grupo de jogadores como Wladimir, Casagrande e Zenon, resumidamente, marcou um período da história do clube no qual decisões como contratações, regras de concentração, liberdade para expressar opiniões políticas e até mesmo de consumir bebida alcoólica em público, eram decididas através do voto igualitário de seus membros, de modo que o voto do técnico, por exemplo, valia tanto quanto o de um funcionário ou jogador. Uma espécie de 'autogestão', desafiando o regime militar em vigor. Neste esquema, o clube seria bicampeão paulista: em 1982 e 1983.

Dr. Sócrates se aposentaria em 1989, no mesmo Botafogo de Ribeirão Preto, equipe que passaria a treinar em 1990. Porém, na carreira de técnico, não teve o mesmo brilho que teve como jogador. Faleceu em 2011 em decorrência dos problemas que enfrentou com o alcoolismo desde sua vida atlética.  Mais precisamente, no dia 4 de dezembro, justamente a data do pentacampeonato brasileiro do Corinthians.

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