Dualib segurou Passarella no Corinthians

Foi o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, e não a MSI quem exigiu a permanência do técnico Daniel Passarella no Parque São Jorge depois de instalada a última crise no clube. Se dependesse exclusivamente da vontade do iraniano Kia Joorabchian, o argentino não sentaria no banco de reservas na partida contra o São Paulo, neste domingo, no Morumbi. O presidente do Corinthians ficou calado quando viu na imprensa que tinha sido o dono da MSI o responsável pela manutenção do treinador, contra a vontade da diretoria do clube. Dualib não explicou porque preferiu silenciar. Hoje, entretanto, no churrasco em que ele reuniu mais de 200 conselheiros em sua chácara em Itapecerica da Serra, revelou que foi ele quem impediu a saída de Passarella. Segundo aliados do presidente, Dualib também não gostou de algumas das últimas atitudes do treinador argentino, como o afastamento do goleiro Fábio Costa às vésperas de um jogo decisivo da Copa do Brasil, quarta-feira, contra o Figueirense. Mas, o presidente achou melhor não tumultuar ainda mais a situação no clube mudando o treinador dois dias antes do jogo contra o São Paulo. Na reunião de três horas realizada na sexta-feira, quando o futuro de Passarella esteve em jogo, o dono da MSI, Kia Joorabchian, deixou claro para a diretoria do Corinthians - estavam presentes além de Dualib, os vices Nesi Curi e Andrés Sanchez, e o diretor de esportes Paulo Angioni, que a vontade dele era trocar logo o treinador e abafar a crise no clube. Entretanto, foi convencido pela maioria de que era melhor esperar mais pouco para tomar uma decisão radical. E ficou claro para os conselheiros que se o Corinthians não vencer o São Paulo neste domingo, o presidente Alberto Dualib também não fará força para segurar o treinador argentino. Depois, segundo os conselheiros do clube, o problema será quem contratar para o lugar de Passarella. No churrasco de hoje, participaram vários cardeais do clube, entre eles o ex-presidente Valdemar Pires, o presidente do Conselho Deliberativo, José de Castro Bigi, e todos os seguidores do grupo do ex-presidente Vadih Helu. Ficou claro que Alberto Dualib só não será releeito em janeiro se ele não quiser disputar as eleições.

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