Domício Pinheiro/Estadão
Domício Pinheiro/Estadão

Duas goleadas, 6 a 5 e pancadaria: relembre o último Grêmio x Palmeiras na Libertadores

Equipes se reencontram neste ano depois de confrontos históricos pelas quartas de final em 1995

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2019 | 11h00

O último encontro entre Grêmio e Palmeiras pelas quartas de final da Copa Libertadores entrou para a história do confronto por uma variedade de motivos. Foram duas goleadas, placar agregado de 6 a 5, brigas, expulsões e uma rivalidade acirrada que será resgatada a partir desta terça-feira, em Porto Alegre, quando 24 anos depois as duas equipes vão repetir os dois encontros em 2019.

Em 1995, o Grêmio era o campeão da Copa do Brasil do ano anterior enquanto o Palmeiras, havia vencido os dois últimos Campeonatos Brasileiros. Os dois clubes travavam entre si na época uma rivalidade sobre quem tinha o melhor elenco. O clima de disputa cresceu quando na fase de grupos os dois se enfrentaram em confrontos equilibrados.

Por ter melhor campanha, o Palmeiras jogou a segunda partida das quartas de final em casa. Mas na ida, o favoritismo alviverde despencou. No estádio Olímpico, a partida começou muito violenta e o meia palmeirense Rivaldo acabou expulsou ainda aos 17 minutos de partida. O Grêmio ficou com um a mais em campo e passou a ser superior em campo.

O ponto alto das duas partidas foi aos 26 minutos de jogo. O volante gremista Dinho e o palmeirense Válber brigaram em campo e foram expulsos. Na saída para o vestiário, o jogador do time gaúcho saltou e deu um chute na cabeça do adversário. O goleiro Danrlei, do Grêmio, também participou do confronto, assim como as duas torcidas iniciaram uma confusão nas arquibancadas.

A partida ficou parada por 14 minutos. Nervoso, o Palmeiras do técnico Carlos Alberto Silva se desorganizou e levou 5 a 0 da equipe gaúcha. O atacante Jardel marcou três vezes. "A gente não esperava, sinceramente, fazer um placar tão elástico. Mas pela circunstância do jogo, como a expulsão do Rivaldo, o Palmeiras deu espaço e a gente conseguiu golear", relembrou o ex-meia do Grêmio, Luís Carlos Goiano ao Estado.

Na semana seguinte era a vez dos dois times se encontrarem em São Paulo, no antigo Palestra Itália. O Grêmio contava além da grande vantagem, o retrospecto vitorioso recente de ter eliminado o rival nas Copas do Brasil de 1993 e 1995. "Na semana a gente não se preparou como deveria. Então, fomos surpreendidos. O Palmeiras conseguiu tirar um placar grande e ameaçar bastante", afirmou Goiano.

Em São Paulo, o Grêmio abriu o placar logo aos 8 minutos, com Jardel, mas depois não conseguiu jogar. O Palmeiras, do técnico Carlos Alberto Silva, avançou o time e ainda no primeiro tempo, marcou com Cafu e Amaral. Depois do intervalo, Paulo Isidoro, o argentino Mancuso, e Cafu, novamente, marcaram e deixar o placar em 5 a 1. Restava só um gol para a equipe alviverde levar a decisão para os pênaltis.

Os minutos se passaram e a histórica reação por pouco não se concretizou. Pelo menos os 7 mil torcedores presentes ao estádio aplaudiram a vontade do Palmeiras em buscar a virada. O Grêmio, então dirigido pelo técnico Luiz Felipe Scolari, respirou aliviado ao fim da partida e avançou para a semifinal. Ao fim do torneio, o clube gaúcho seria o campeão após bater Emelec, do Equador, e Atlético Nacional, da Colômbia.

"No vestiário nós tivemos uma conversa. Isso serviu para a gente se manter ligado para os próximos compromissos. Passando pelo Palmeiras do jeito como foi, a gente entendeu a competição. Tinha de ser levada à sério e disputada com empenho. Isso serviu como ligação para nós", relembrou Luís Carlos Goiano.

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