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Dudu e Veiga afinam parceria, são decisivos e encerram seca do Palmeiras em Mundiais

Meia abriu o placar na vitória sobre o Al Ahly em Abu Dabi, e camisa 7 selou o triunfo que coloca a equipe na decisão do Mundial

Ricardo Magatti, enviado especial a Abu Dabi, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2022 | 20h30

Se há dois atletas capazes de decidir jogos para o Palmeiras são Raphael Veiga e Dudu. Desde que o camisa 7 retornou do futebol árabe, ele afinou a parceria com o meio-campista. A dupla comandou o triunfo sobre o Al Ahly por 2 a 0 que garantiu a equipe na final do Mundial de Clubes.

Veiga marcou o primeiro e Dudu, o segundo. Ambos foram os autores dos gols e também os garçons nos dois lances. O meia abriu o placar no fim do primeiro tempo e o atacante ampliou no começo da etapa final. Eles são os dois únicos jogadores do elenco a balançarem as redes em todas as competições oficiais que disputou o time.

"A gente se entende muito bem (dentro de campo). Cada vez mais nos entrosamos e o time tem muita qualidade", disse Dudu. "É importante tudo o que estou vivendo. Marcar gols e ajudar o Palmeiras é uma realização pessoal. Eu via o Mundial pela televisão", afirmou Veiga.

Na última Libertadores, Dudu foi fundamental ao ir às redes na semifinal contra o Atlético-MG, e Veiga abriu o caminho para o título continental com um belo gol na decisão em Montevidéu diante do Flamengo.

Raphael Veiga ampliou seu saldo como o segundo principal artilheiro do atual elenco, agora com 44 gols. Está justamente apenas atrás apenas de Dudu, que chegou a 77 com o belo gol anotado em Abu Dabi após passe de calcanhar do meia.

"O time jogou bem, deu um passo muito importante. Fez o que o Abel pediu, marcamos bem, saímos rápido na velocidade. A equipe está de parabéns pelo jogo", falou Dudu, o maior artilheiro do clube no século. Em toda a história, o atacante ocupa a 28ª posição. O líder da lista é Heitor Marcelino Domingues, com 323 tentos.  "Na hora que tem que ter calma, rodamos a bola. Na hora que tem que ter velocidade, a gente teve", acrescentou.

Desconsiderando a Copa Rio de 1951, o Palmeiras não havia marcado em Mundiais. Passou em branco no revés para o Manchester United em 1999 pela versão antiga do torneio, conhecida como Copa intercontinental, e no ano passado se despediu da competição no Catar com um derrota por 1 a 0 para o Tigres e um empate sem gols com o Al Ahly.

Resta um jogo para o tão desejado título mundial, isso sem considerar a conquista da Copa Rio de 1951. O jogo que definirá o campeão será no sábado, às 13h30 (de Brasília). E o adversário ainda está indefinido. Será o poderoso Chelsea, atual campeão europeu, ou o saudita Al Hilal, vencedor da Liga dos Campeões da Ásia.

"O time que quer ser campeão não escolhe adversário, então vamos nos concentrar para fazer um grande jogo", resume Dudu.

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