Eduardo Nicolau/AE
Eduardo Nicolau/AE

Dunga admite má atuação, mas vê lado bom em tropeço

Treinador brasileiro afirma que é positivo que o time saiba que não é imbatível e mantenha os pés no chão

Amanda Romanelli e Marcius Azevedo, Agencia Estado

14 de outubro de 2009 | 22h45

O Brasil não teve uma boa atuação em Campo Grande e Dunga admitiu que a seleção merecia uma despedida melhor diante de sua torcida. O técnico, porém, viu um lado positivo no fraco empate sem gols diante da eliminada Venezuela: o time brasileiro não se vê como imbatível e, por isso, manterá os pés no chão rumo a Copa do Mundo de 2010.

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"Não fomos bem, é verdade. Mas, por outro lado, não seria bom fazer quatro ou cinco (gols). Seria aquela euforia", pontuou o treinador. "Vamos sair das Eliminatórias com os pés no chão, trabalhando muito, para chegar bem na Copa".

Dunga fez o mesmo tipo de observação após a derrota diante da Bolívia (2 a 1), no último domingo, em La Paz. Na ocasião, o resultado acabou com uma invencibilidade de 19 jogos da seleção. Para o técnico, a marca seria alvo constante de comparações e seria bom que, uma hora ou outra, ela terminasse.

Afinal, não sai da cabeça do staff brasileiro o clima de euforia de quase quatro anos atrás. Com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano, a seleção do "quadrado mágico" foi dada como campeã antes mesmo de ir ao Mundial. A festa exagerada tomou conta da preparação brasileira na Alemanha e a queda foi mais do que dolorosa.

Outro resquício da fracassada campanha de 2006 ficou claro nesta quarta-feira, no Morenão. O Brasil não quis mostrar, em momento algum, qualquer traço de displicência. Apesar de classificado à Copa, buscou o jogo em Campo Grande. A ponto de ter demonstrado nervosismo com os incessantes erros.

"O time não jogou como gostaríamos, mas a torcida apoiou o tempo inteiro, aplaudiu. E a gente queria ganhar. Ficamos angustiados, naquela ansiedade de tentar agradar ainda mais o torcedor", disse Dunga.

O técnico foi polido, mas não deixou de cutucar o péssimo gramado de Campo Grande. Nas entrelinhas, criticou o campo do Morenão ao dizer que ele não era "rápido". Os vários buracos do piso atrapalharam algumas trocas de passe. "Quando o campo ?segura?, o toque rápido, em velocidade, atrapalha. Nossas jogadas não saem e o time demora a encaixar, pelo menos os primeiros 45 minutos".

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