Dunga condena escolha da China como palco do Superclássico

Dunga condena escolha da China como palco do Superclássico

Treinador reclama de longa viagem, fuso horário e poluição atmosférica, além se queixar de gramado e número de substituições

Raphael Ramos - Enviado Especial a Pequim, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 09h37

Dunga não está nem um pouco satisfeito em disputar o Superclássicodas Américas contra a Argentina, neste sábado, em Pequim. Para o treinador,seria melhor se a partida fosse disputada em um país não tão distante como aChina e a escolha de levar o jogo para a Ásia pode prejudicar o nível dadisputa.

"A adaptação é difícil por causa do fuso horário. Até hoje temjogador que não consegue dormir uma noite inteira e acorda de madrugada”,disse.

O treinador também se queixou da regra do Superclássico quepermite a cada treinador fazer apenas três substituições. “A viagem é longa eainda tem o fuso horário e a poluição. Por isso, seria importante não ter sótrês substituições para que os jogadores pudessem suportar o ritmo da partida”,afirmou.

As reclamações de Dunga se estenderam para o estado do gramado doNinho do Pássaro. O local não recebe uma partida de futebol desde outubro doano passado, quando o Brasil venceu a Zâmbia por 2 a 0. “O gramado é razoável etem algumas partes em que a bola quica e em outras parece com aquele do segundojogo nos Estados Unidos (contra o Equador, em Nova Jersey), quando a bola batiae ficava.”

Os promotores doSuperclássico também não escaparam das críticas de Dunga, que não gostou de verque a partida está sendo comercializada na China como um duelo particular entreNeymar e Messi. Todos os cartazes promocionais do evento têm fotos da dupla doBarcelona. “Eles criam esse monstro e depois a gente tem de administrar”.

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