Miguel Medina/ AFP Photo
Miguel Medina/ AFP Photo

Dunga confirma Brasil sem nenhuma novidade para Copa América

Técnico afirma que quem ainda não foi convocado não irá ao torneio

ANDREI NETTO - Correspondente em Paris, O Estado de S. Paulo

28 Março 2015 | 14h54

Quem já foi chamado para a seleção brasileira após o fim da Copa do Mundo ainda pode ir ao Chile. Quem não foi, não vai participar da Copa América. A informação foi dada neste sábado por Dunga, na véspera do jogo amistoso contra a seleção chilena, último confronto antes da convocação de maio para o torneio continental. Segundo o treinador - que em 2010 deixou Neymar e Paulo Henrique Ganso fora da lista para a Copa do Mundo, apesar do clamor popular -, competição não é a hora de fazer experiências.

A declaração foi a mais enfática feita pelo técnico durante a atual turnê europeia da seleção brasileira. Na quarta-feira, Dunga havia confirmado que já tinha a base da equipe na cabeça. Não chega a ser um mistério, já que em todos os sete amistosos realizados até aqui desde que reassumiu o posto após a Copa do Mundo o treinador escalou uma mesma base, formada por Neymar, Oscar, Willian, Luiz Gustavo, Filipe Luís e Miranda. A novidade é que, antes mesmo do amistoso contra o Chile, Dunga já demonstra não está disposto a abrir exceções e chamar quem não tem participado de suas convocações anteriores.

"A Copa América é uma competição e vamos colocar os jogadores que estavam em outras convocações", informou. Para Dunga, quem nunca jogou na seleção vai ter de esperar a oportunidade para ser chamado no futuro, após o torneio que será disputado no Chile. Conforme o treinador, a história da seleção brasileira mostra que jogadores que nunca vestiram a camisa amarela, ou que jogaram "dois ou três jogos", "dificilmente dão certo em uma competição". "Uma competição não é hora de se fazer testes", afirmou.

Além dessa convicção, pesa na decisão de Dunga o nível da próxima Copa América. Com seleções como Argentina - vice-campeã do mundo -, Uruguai, Chile e Colômbia em alta, a expectativa é de um torneio difícil, do qual devem participar os jogadores que vêm atuando. "Vai ser uma das Copas América mais difíceis. O Chile vem crescendo muito nos dois últimos mundiais e fez um excelente mundial no Brasil", entende.

Dunga também parece preocupado em manter o bom retrospecto. Desde que voltou ao comando, substituindo Luiz Felipe Scolari, têm 100% de aproveitamento em sete jogos. Para ele, perder amistosos já é arriscado. Perder a primeira competição após o trauma do 7 a 1 para a Alemanha, ainda mais. "Todo mundo fala que amistoso não é importante. Não é importante até perder", argumentou. "Quando perde, vira importante."

Sobre o jogo contra o Chile neste domingo, o treinador não indicou a escalação do time, mantendo total mistério. "Em princípio vamos mudar um pouco", disse, justificando que a recuperação física dos atletas leva 72 horas, um intervalo maior do que o período entre o jogo contra a França, no Stade de France, na última quinta-feira, e o com o Chile, neste domingo.

Também no que diz respeito à escalação, Dunga deixa claro que já pensa no futuro após a atual excursão. "Já temos de começar a pensar na Copa América", argumentou. "Não podemos perder ninguém."

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