Dunga destaca que vitória dá confiança aos brasileiros

Do lado da Argentina, Tata Martino lamenta a falha de Zabaleta e Fernández no primeiro gol, além do pênalti desperdiçado por Messi

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2014 | 13h06

O técnico Dunga aumentou neste sábado - com o triunfo por 2 a 0, no estádio Ninho do Pássaro, em Pequim - a sua invencibilidade na seleção principal do Brasil contra a Argentina. Desde a derrota, a única até o momento, do treinador para os argentinos com o time olímpico, em 2008, nas semifinais dos Jogos de Pequim, na China, agora são quatro vitórias e um empate.

Para o treinador, a vitória foi importante principalmente por dar confiança aos jogadores nesse novo ciclo da seleção comandado por ele. "É lógico que na seleção tem pressão, mas tem o prazer também. Essas duas palavras têm de estar em equilíbrio. Ganhar é sempre bom, principalmente em início de trabalho. Após a Copa, ganhar da vice-campeão do mundo, que venceu a Alemanha de maneira fantástica (4 a 2, no mês passado), dá confiança para os jogadores", disse.

Dunga, no entanto, não quis fazer relações entre o desempenho da equipe neste sábado e o vexame na Copa do Mundo. "Não podemos mexer no passado. Temos de pensar no futuro. A pressão na seleção brasileira é grande. Então, quanto mais resultados positivos, teremos menos problemas e mais tranquilidade".

O treinador também fez questão de valorizar a conquista do Superclássico das Américas - pela terceira vez consecutiva. "Não era um amistoso, é uma final de campeonato. Tem marcação forte, mas o Brasil soube se impor e jogar firme".

Do lado da Argentina, o técnico Tata Martino lamentou bastante a falha de Zabaleta e Fernández no primeiro gol, em um momento da partida em que a sua equipe estava melhor, e também o pênalti desperdiçado por Messi. "O primeiro gol veio em uma jogada totalmente fora do contexto. Depois ainda tivemos a oportunidade de empatar no primeiro tempo. A parte mais negativa veio depois do segundo gol. A equipe não teve circulação e o Brasil passou a sair muito rápido para o ataque".

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