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Dunga diz que Argentina ganhará do Peru e do Uruguai

Treinador da seleção brasileira acredita na classificação da equipe rival para a Copa do Mundo da África do Sul

Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 15h53

O técnico Dunga afirmou nesta terça-feira, em Porto Alegre, em entrevista ao Sportv, que a Argentina vai ganhar os dois jogos que lhe restam nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 e consequentemente garantir a sua vaga na competição da África do Sul.

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"A Argentina vai direto (para a Copa). A Argentina ganha do Peru e depois ganha do Uruguai. A Argentina vai ganhar os dois jogos", ressaltou Dunga, se referindo ao confronto que os argentinos disputarão contra os peruanos, em casa, e depois contra os uruguaios, em Montevidéu, na rodada final das Eliminatórias.

Já ao ser questionado sobre a possibilidade de a Argentina não ir ao Mundial, o treinador voltou a ser enfático. "Só tem uma forma de a Argentina não ir à Copa. Só não vai se não ganhar do Peru, mas vai ganhar".

Em seguida, Dunga também minimizou o fato de a Argentina ter de encarar o Uruguai fora de casa depois de enfrentar o Peru, ressaltando a qualidade do jogador argentino. "A Argentina tem jogadores top de linha e vai ganhar do Uruguai", repetiu.

CRÍTICAS E RANCOR

Mesmo com a seleção brasileira já classificada para o Mundial e vindo das conquistas de títulos importantes como o da Copa das Confederações e da Copa América, Dunga voltou a mostrar que não deixa de lado o rancor que guarda pelas críticas que recebeu e ainda recebe no comando da seleção brasileira.

Repetidamente, o treinador criticou a imprensa brasileira de forma quase generalizada nesta terça-feira, reclamando da maneira como é questionado na seleção. Até para falar de um mérito próprio na partida contra a África do Sul, na semifinal da última Copa das Confederações, ele mostrou rancor. Na ocasião, o treinador sacou o lateral-esquerdo André Santos e colocou Daniel Alves no time, e o lateral-direito marcou, de falta, o gol da vitória por 1 a 0 sobre o adversário.

"Mantive sempre uma base. As coisas são muito mais simples do que as pessoas falam. Na Copa das Confederações, as pessoas falaram que tirei coelho da cartola com o Daniel Alves, mas não foi isso. Eram jogadores da mesma característica", disse o treinador, que depois garantiu absorver bem os questionamentos: "Eu aceito qualquer crítica. Eu só não aceito coisa definitiva. A pessoa pode colocar a opinião dela, o que ela acha, mas não pode querer impor uma opinião".

RENOVAÇÃO

Dunga também comentou nesta terça-feira sobre a renovação que promoveu na seleção brasileira depois de assumir a equipe após o fracasso na Copa de 2006. Ele lembrou que foi muito questionado quando optou por jogadores que nunca tinham tido chance na seleção, mas lembrou que hoje os mesmos jogadores fazem parte de uma realidade de sucesso na seleção brasileira.

"O presidente (Ricardo Teixeira) me deu total liberdade para fazer o que eu quisesse... Tinha jogador que tinha dez, 12 anos da seleção, caso do Cafu e do Roberto Carlos, e você colocar um jogador na posição, como o Maicon e o Daniel Alves, por exemplo, é difícil. É complicado se firmar", disse Dunga.

O treinador trouxe o exemplo da vitória de 4 a 2 sobre o Chile, no último jogo do Brasil pelas Eliminatórias da Copa, para ressaltar a força do grupo atual da seleção, mesmo desfalcada. "Nós perdemos cinco jogadores para o jogo contra o Chile (por suspensões e lesões) e quem entrou conseguiu manter o nível de atuação", disse.

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