Divulgação
Divulgação

Dunga diz que convocou Kaká por experiência 'dentro e fora do campo'

Meia do Orlando City está de volta à seleção brasileira

RONALD LINCOLN JR., O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2015 | 13h00

Pressionado para fazer com que a seleção brasileira apresente um bom rendimento nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, o técnico Dunga apostou na convocação o meia Kaká, do Orlando City, dos Estados Unidos, para dar mais experiência ao time nos últimos amistosos preparatórios para o torneio classificatório. Algo que faltou na campanha da Copa América, na qual a equipe contava com jogadores com curta passagem pela seleção - uma das exceções era o atacante Robinho, agora preterido.

O técnico chegou a convocar Kaká, de 33 anos, no fim de 2014, quando o meia ainda defendia o São Paulo. Mas desde sua transferência para o futebol dos Estados Unidos, no início de 2015, o meia não havia sido mais chamado. "O Kaká é uma referência assim como foi o Robinho (na Copa América). Dá experiência, maturidade. Ele vai ter um trabalho importante dentro e fora de campo", explicou o técnico.

Dunga também decidiu pelo retorno de outros jogadores renomados, como o atacante Hulk, do Zenit, da Rússia, e o meia Lucas, do Paris Saint-Germain, de França, além do volante Ramires, do Chelsea, da Inglaterra. "Dentro de um estudo feito por nós, vimos que devemos ter uma média de idade da equipe para determinadas competições. A gente tem de encontrar o equilíbrio.Trazer os jogadores mais jovens, e experientes", justificou.

Entre os mais jovens, o técnico optou por nomes que estão se destacando no futebol brasileiro, como o meia santista Lucas Lima e o lateral Douglas Santos, do Atlético-MG. "O Douglas é um jogador que está crescendo muito. Sabe marcar e tem uma boa chegada ao ataque", apontou. "O Lucas Limas é muito efetivo. Tem uma boa condução de bola, troca a velocidade do jogo com capacidade." O goleiro Allison, do Internacional, foi outra novidade.

O treinador explicou ainda a ausência de alguns jogadores como o meia Philippe Coutinho e o zagueiro Tiago Silva, que foi criticado por falhas na Copa América. "Quando se ganha, ganha todo mundo. Quando se perde todos nós somos responsáveis, só estou abrindo o leque de jogadores" avaliou.

A seleção brasileira enfrenta a Costa Rica em Nova Jersey, no dia 5 de setembro, e os Estados Unidos, três dias depois, em Boston. A apresentação dos atletas ocorre no dia 30 deste mês, o que vai fazer com que os times do País percam seus atletas por até três rodadas do Brasileirão (22ª, 23ª, 24ª).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.