Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Dunga elogia Neymar, mas não reconhece dependência

Treinador preferiu destacar força do grupo da seleção

O Estado de S. Paulo

14 de junho de 2015 | 21h32

Neymar foi o centro das atenções dentro e fora de campo em Temuco. O atacante foi o principal tema na entrevista coletiva do técnico Dunga após a vitória da seleção brasileira sobre o Peru por 2 a 1. Mesmo diante de uma atuação que não foi das mais convincentes, o treinador preferiu destacar a participação de outros jogadores a admitir que o Brasil vive hoje na dependência de seu principal e talvez único craque. 

"De todo o time que estava em campo só tinha dois jogadores que já jogaram uma Copa América. É diferente. O Neymar foi decisivo, mas o Daniel Alves também foi, Miranda foi decisivo, Douglas Costa foi decisivo. Vocês falam Neymar, Neymar, mas o Daniel Alves também deu um passe para gol e o Douglas Costa fez o dele", afirmou Dunga. 

Para o comandante da seleção, o time que deve enfrentar a Colômbia permanecerá o mesmo da estreia. A esperança do treinador é definir os titualres o mais rápido possível para brigar pela taça da competição e admitiu: a equipe estará se formando durante o torneio. "É muito cedo para pensar em mudanças, mas o quão importante é você ter esse coletivo forte. Não é porque jogador não faz gol que vamos tira-lo, nem porque fez que vai virar titular", explicou. "Pronto a gente não está, esperamos que durante a competição alcançarmos o nível para ser campeão". 

DEFESA

Mesmo com a falha que originou o gol do Peru, os zagueiros da seleção brasileira também foram elogiados pelo técnico. Dunga enumerou as poucas oportunidades que o adversário teve e destacou a atuação da dupla David Luiz e Miranda além da partida feita pelo volante Fernandinho. 

"A defesa do Brasil estava bem posta e não dava oportunidade para o Peru chegar até o gol", disse. "O Peru no 1ª  tempo teve o lance do gol, um outro chute de fora da área e não teve mais e no 2º tempo pelo que eu lembro nosso goleiro não pegou na bola".

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