Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Dunga evita descartar Ganso e Marcelo na seleção brasileira

Treinador não fecha portas aos jogadores, mas cobra maior coletividade do meia e mais eficiência no ataque por parte do lateral

Estadão Conteúdo

07 de dezembro de 2014 | 12h05

Após encerrar o ano com aproveitamento de 100%, Dunga admite que pode dar chance a jogadores com pouco espaço na sua seleção brasileira no próximo ano. O meia Paulo Henrique Ganso e o lateral Marcelo, "esquecidos" nas últimas convocações, foram citados pelo treinador, satisfeito com a evolução da equipe desde a Copa do Mundo.

Dunga fez uma avaliação geral sobre seu retorno à seleção em entrevista ao jornal O Globo, na qual indicou eventuais chances a Ganso e Marcelo. Para o treinador, o meia pode voltar ao grupo desde que fortaleça seu futebol "coletivo". "Tem que ter participação coletiva. [Ele] Pode até jogar com a bola. Desde que, em dez jogos, ele decida oito", declarou.

O técnico criticou a expectativa criada sobre Ganso, sugerido para a seleção toda vez que brilha em uma partida do São Paulo. "A melhor coisa para fazer alguém crescer é não falar muito. Nós falamos muito. Sempre lembramos de jogadores que não estão na seleção", afirmou.

"Temos a mania de falar se o Joãozinho entrar em forma, se jogar o que pode, se treinar... É muito ''se''. O cara começa a pensar: sou o melhor do mundo, incompreendido. Entra na cabeça do jogador que é ele e mais dez: ''agora eu vou treinar''. Não acredito em quem escolhe quando quer jogar", ponderou.

Quanto ao jogador do Real Madrid, Dunga se mostrou preocupado com a vocação ofensiva do lateral. Para Dunga, Marcelo pode jogar na seleção da mesma forma que atua no clube espanhol desde que seja mais decisivo no ataque.

"Se for super ofensivo, vou dar um jeito de proteger. Mas tem que ser ''killer'' no ataque. Se você perguntar: quantas vezes foi ao ataque? Vinte. Quantos gols fez ou quantos passes de gol? Nenhum. Quantas bolas tomamos nas costas? Três ou quatro. Não precisa ser gênio... Não é que não goste de quem ataque. Você precisa de gol para ganhar. Não é questão do Marcelo, é de todos. Tem que ser eficiente", analisou.

Dunga também comentou sobre seu temperamento. "Sou humano. Não sou boneco. Sou o Dunga, com mil defeitos e virtudes. Não sou personagem para falar tudo com cuidado, resposta decorada. Vender imagem que não sou, não faço", declarou.

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