AP Photo/Natacha Pisarenko
AP Photo/Natacha Pisarenko

Dunga exalta empate e concorda com expulsão de David Luiz

Treinador não sabe se vai mudar a escalação contra o Peru

RAPHAEL RAMOS, ENVIADO ESPECIAL A BUENOS AIRES , O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2015 | 01h10

Para o técnico Dunga, o empate por 1 a 1 com a Argentina, nesta sexta-feira, em Buenos Aires, pela 3.ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, foi o bom para o Brasil. A seleção saiu atrás no placar no primeiro tempo e igualou o marcador na etapa final com um gol de Lucas Lima.

"É só estudar como foram as últimas Eliminatórias. Você tem de ganhar em casa e arrancar alguns pontos fora, ganhar um ou outro jogo ou empatar. Então, se tratando da rivalidade com a Argentina e o fato de eles jogarem em casa e estarem passando por uma série de dificuldades, considero que o resultado foi bom. Agora, sabemos que temos de melhorar o nosso jogo", disse o treinador.

Dunga também considerou justa a expulsão de David Luiz já nos minutos finais da partida. O zagueiro levou o cartão vermelho por jogada perigoso. O treinador só reclamou de no lance do primeiro cartão amarelo do brasileiro o adversário também não ter sido advertido. 

"O jogo estava nervoso, tenso. Ele tomou um cartão amarelo numa dividida. Eu não gosto muito de falar do árbitro, mas ele deveria ter dado cartões para os dois lados. Depois, no lance da expulsão, a bola adiantou um pouco, ele tentou dar um carrinho e foi merecido o vermelho. Não tem do que reclamar", afirmou o treinador.

O Brasil volta a campo na terça-feira, quando enfrenta o Peru, em Salvador. Dunga ainda não definiu se Ricardo Oliveira será mantido na equipe. Segundo o treinador, o jogo do santista não "encaixou" contra o Argentina. Dunga reconheceu que o time subiu de produção depois da entrada de Douglas Costa no segundo tempo.

"Às vezes o jogo não se encaixa com determinado jogador, com determinada característica. O Ricardo é um jogador mais fixo na área, espera a bola chegar. Às vezes a bola não chega e o jogador acaba prejudicado por essa situação. Depois, coloquei um jogador de mais dinâmica e movimentação para abrir espaço para quem chegava de trás. Isso dificulta para a defesa, principalmente quando o adversário gosta de ter uma referência para marcar", disse Dunga.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.