Wilton Junior/Estadão
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Dunga ignora times do País e diz que precisa 'pensar na seleção'

Treinador ignora apelos de Corinthians, Cruzeiro, Atlético-MG, Botafogo e Santos, que atuarão pela fase decisiva da Copa do Brasil

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 11h49

O técnico Dunga decidiu não ouvir os apelos dos clubes brasileiros e voltou a convocar para a seleção brasileira os mesmos sete atletas que participaram dos dois primeiros amistosos sob seu comando, no início do mês. Assim, Jefferson, Gil, Elias, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Robinho e Diego Tardelli irão desfalcar Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Santos e Atlético-MG em duas rodadas do Campeonato Brasileiro, em outubro, e também no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

Dunga afirmou que conversou com diversos treinadores do País, que falaram sobre a importância dos eventuais desfalques, mas que "entenderiam" o técnico. "Pensamos sim (nessa questão), e entendemos a situação dos clubes brasileiros. Mas temos que pensar na seleção", destacou Dunga, repetindo uma frase que tem se tornado quase um mantra desde que voltou a comandar o selecionado brasileiro.

"Se nós abrirmos exceções, em todas as convocações vamos ter que abrir mão de alguém", continuou o técnico, fazendo referência a uma informação surgida nos últimos dias, de que convocaria atletas de outros times, numa espécie de "rodízio".

Mantendo seu estilo, o técnico também alfinetou aqueles que criticam a convocação de jogadores que atuam no País. "Que eu me lembre, todo mundo questionava muito o fato de a gente não ter jogadores que atuam no Brasil na seleção", disse. E mandou um recado. "Dentro da CBF a gente tem uma grande liberdade, uma grande democracia. Quem não quiser (que convoque) manda uma carta pro presidente que nós vamos atender o pedido. Mas acredito que ninguém fará isso", ponderou.

No fim da entrevista coletiva, o presidente da CBF, José Maria Marin, também falou sobre o assunto. "Queria agradecer aos dirigente dos clubes que cederam jogadores, pela compreensão e colaboração. Vai haver sempre um diálogo permanente. Tenho certeza absoluta de que o grande interesse de todos é valorizar o futebol brasileiro", discursou.

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