Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Dunga nega obrigação de chamar Neymar e diz pensar no futuro

Convocação gerou suspeita sobre influência de patrocinadores

RONALD LINCOLN JR., O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 12h13

O técnico Dunga ficou desconfortável ao explicar nesta quinta-feira a convocação do atacante Neymar para os últimos amistosos de preparação para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, contra Costa Rica e Estados Unidos, mesmo sabendo que o jogador do Barcelona não vai poder atuar dois primeiros jogos do torneio classificatório para o Mundial da Rússia, em consequência de uma suspensão.

Durante a divulgação da lista, o treinador foi questionado se a decisão foi tomada por causa do contrato da CBF com patrocinadores, que exigiria a convocação de seus principais atletas. Dunga contestou, afirmando que "enxerga um pouco mais além do próprio nariz".

"O Neymar é uma referência. Se nós tivéssemos pensado só nos dois primeiros jogos (das Eliminatórias) não levaríamos, mas estamos pensando em todos os jogos. Queremos ver como o time age com e sem ele", considerou. "O tempo é curto, não temos de trabalhar opções. Então qualquer tempo tem de ser aproveitado. Nenhum treinador deixaria o Neymar de fora."

Mesmo convocado, não é certo que Neymar participe do amistoso com a Costa Rica, marcado para o dia 5 de setembro, em Nova Jersey, já que está se tratando de uma caxumba. "Teremos duas semanas até lá, então vamos ver se ele terá condições de jogo." Em seguida, no dia 8, a seleção brasileira enfrenta os Estados Unidos, em Boston.

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