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Dunga tem chance de dar troco na Argentina 25 anos depois

Atual técnico 'batizou' time que foi eliminado da Copa de 1990

O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2015 | 14h25

Nesta semana, mais precisamente na terça-feira, completaram 25 anos do fracasso do Brasil na Copa do Mundo de 1990, na Itália. Aquela seleção foi rotulada de 'era Dunga'. A derrota para a Argentina de Maradona por 1 a 0, em Turim, deu contornos de pesadelo à eliminação nas oitavas de final do time nacional. Dunga era volante do time e acabou sendo responsabilizado pelo fracasso. Na Copa América de 2015, caso Brasil e Argentina confirmem o favoritismo e passem de fase, Dunga terá a chance de dar o troco nos argentinos nas semifinais do torneio no Chile.

Na Copa de 1990, Dunga não teve nenhuma apresentação destacada pelo Brasil nem decidiu partidas, mas, mesmo assim, 'batizou' aquela seleção. Isso porque, escalado ao lado de Alemão e Valdo (também volantes) pelo técnico Sebastião Lazaroni, foi o símbolo do excesso de preocupação defensiva da equipe. Ao contrário do que o brasileiro estava acostumado, a seleção atuou com futebol pragmático e de pouca criação.

A melhor atuação do Brasil na competição aconteceu justamente na derrota para a Argentina, quando, apesar do revés, conseguiu pressionar e acertar a trave três vezes. Porém, quando teve liberdade, Maradona deixou Claudio Caniggia na cara do gol para marcar o único tento do jogo.

Em 1994, a base daquele time finalmente mostrou seu talento e levantou a taça da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Na ocasião, Carlos Alberto Parreira mostrou que apenas faltava preparação e organização para que aquela equipe, com Dunga de capitão, funcionasse. A aflorada genialidade de Romário também foi um fator considerável para o título mundial. Dunga, que havia sido 'massacrado' quatro anos antes, levantava a taça de campeão do mundo.

Vinte e cinco anos depois do 'desastre' no Estádio Olímpico de Turim, Dunga pode ter a chance de dar o troco nos maiores rivais da seleção, desta vez, na Copa América. Pelas quartas de final, a Argentina enfrenta a Colômbia na sexta e, no sábado, o Brasil encara o Paraguai. Caso as duas potências se classifiquem, se cruzam nas semifinais da competição. Os argentinos, aliás, vivem um jejum de 22 anos sem títulos de expressão, desde que venceram a própria Copa América em 1993.

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