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Dunga quebra a cabeça para montar seleção após cortes

Problema vem sendo recorrente desde que o técnico reassumiu

Almir Leite, enviado especial a Santiago, O Estado de S. Paulo

06 de outubro de 2015 | 11h20

Quando Dunga anunciou os jogadores convocados para os dois primeiros jogos do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, a lista tinha Rafinha, Phillipe Coutinho e Roberto Firmino. Mas no grupo que faz nesta terça-feira o segundo treino em Santiago para a partida de quinta contra o Chile aparecerão no campo Daniel Alves, Kaká e Ricardo Oliveira. É apenas um fato rotineiro que se repete desde que o treinador reassumiu a seleção: ele raramente conseguiu contar com o grupo original de uma convocação que fez.

Isso já aconteceu 22 vezes desde que Dunga reassumiu. Normalmente, ele perde jogadores por contusão. Mas já teve caso de indisciplina (Maicon, nos amistosos contra Colômbia e Equador no ano passado) e desta vez, teve até uma "deserção". Rafinha pediu dispensa porque não se via com chances de ser chamado regularmente e porque também cogitou jogar pela seleção da Alemanha - ele defende equipes do país atual campeão do mundo há 10 anos.

Quando a partida é amistosa, Dunga nem lamenta muito os desfalques inesperados. Enxerga neles oportunidade de testar novos atletas. "Nessas situações a gente sempre pode observar um outro jogador. Mas é aquele negócio. Na seleção brasileira quando um levanta da cadeira há risco de o outro vir e sentar".

No entanto, quando a competição é oficial as ausências pesam. Exemplo disso aconteceu na Copa América. Dunga perdeu quatro convocados por lesão: os titulares Danilo e Luiz Gustavo, além de Marcelo e o goleiro Diego Alves. E nem sequer chamou outro de seus titulares, Oscar, que estava mal fisicamente à época e foi poupado justamente para chegar inteiro às Eliminatórias.

O resultado em campo foi o que se viu. A seleção em nenhum momento jogou bom futebol no Chile e, quando perdeu Neymar desandou de vez. A seleção não passou das quartas de final e após a eliminação para o Paraguai, Dunga lamentou os desfalques. "É preciso lembrar também que perdemos cinco jogadores importantes e que dariam uma experiência ainda maior aqui no Chile", disse à época.

CASOS RECORRENTES

Já na primeira convocação, no jogos contra Colômbia e Equador realizados nos Estados Unidos em 2014, Dunga teve de encarar três cortes: além do indisciplinado Maicon, Hulk e Alex Sandro se machucaram e tiveram de ser substituídos.

O fato se repetiu em todas outras ocasiões, algumas vezes por "atacado" como agora e na Copa América. Em março deste ano, por exemplo, Diego Tardelli, David Luiz e Marquinhos foram desconvocados dos amistosos contra França e Chile. Dunga aproveitou para testar Luiz Adriano, Gabriel Paulista e Gil. Deles, apenas o zagueiro corintiano seguiu em frente. Tanto que faz parte do grupo que está nas Eliminatórias.

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