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Dunga tem a missão de resgatar o prestígio da seleção brasileira

Técnico quer que a equipe, a ser convocada na próxima terça-feira, tenha parte do que foi adotado por ele entre 2006 e 2010

Almir Leite, Diego Salgado e Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2014 | 07h00

O técnico Dunga faz na próxima terça-feira a primeira convocação da seleção brasileira nesta sua volta ao comando. Vai divulgar a lista de 23 jogadores que participarão dos amistosos contra Colômbia, dia 5 de setembro, e Equador, dia 9, nos Estados Unidos e, mais do que os nomes, poderá dar pista importante de como será seu trabalho, pelo menos no início. Ele sabe que precisa ter em mente o resgaste da credibilidade da seleção, destroçada com o 7 a 1 para a Alemanha, ao mesmo tempo em que a renova e a prepara para o objetivo final, que é a Copa de 2018.

Dunga não deu grandes pistas sobre quem pretende levar para os jogos em Miami e Nova Jersey, embora há duas semanas tenha revelado que já fizera um "esboço'' da convocação. Sua disposição, porém, é de chamar vários atletas que estiveram na Copa e alguns novatos – não necessariamente jogadores muito jovens, mas sim que andavam longe da seleção, como Paulo Henrique Ganso e até Alexandre Pato. Ele já elogiou também o goleiro Rafael, ex-Santos, que está no Napoli.

No entanto, mais do que nomes, vale prestar atenção à mentalidade que Dunga pretende implantar na seleção. Muita coisa ele vai resgatar de sua primeira passagem, ocorrida entre 2006 e 2010. "Meus princípios são a ética, comprometimento, lealdade transparência e trabalho", já avisou.

Nessa nova "era Dunga'', os jogadores deverão ter pouco espaço para, quando a serviço da seleção, agirem como celebridades. Ele entende que aparições exageradas na mídia, em atividade que não estão diretamente ligadas ao futebol, é contraproducente. "É preciso comprometimento, foco.''

Isso vale para todos, inclusive para o craque do time Neymar. Para o treinador, o talento tem de caminhar junto com o jogo coletivo. "Todo mundo gosta de jogador talentoso. Mas tem de aliar esse talento a organização, comprometimento, trabalho e equilíbrio emocional." Não precisa ser mais claro.

Nessa tentativa de restruturação, a CBF deu a Gilmar Rinaldi a função de coordenador de seleções. O que significa que trabalhará também com a base, fator que criou polêmica por seu passado recente como empresário. Gilmar e Dunga, porém, têm a mesma filosofia. "Vamos priorizar o coletivo e não o individual", diz o coordenador.

Uma das primeiras decisões do novo comando, esta visando a Olimpíada de 2016, foi colocar a seleção sub-21 (formada por jogadores com idade olímpica) ao mesmo tempo que a seleção principal. Isso ocorrerá já em setembro, o que impossibilitará Dunga de contar nas partidas nos Estados Unidos com alguns jovens que gostaria de observar de perto desde já.

A nova comissão, no entanto, considera que vale a pena a mescla. A intenção é olhar para os Jogos do Rio, mas também preparar os jovens para servir no futuro à seleção principal e ajudá-la a recuperar o prestígio perdido na Copa.

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