Lucas Figueiredo|Divulgação
Lucas Figueiredo|Divulgação

Dunga testa o time para a Copa América diante do Panamá

Técnico quer aproveitar amistoso para armar time sem o astro Neymar

Almir Leite e Gonçalo Junior, enviados especiais a Denver, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2016 | 07h00

O técnico Dunga começa a esboçar neste domingo, no amistoso contra o Panamá, em Denver, a formação da seleção brasileira para a Copa América Centenário. A partida, com início às 22h30 (de Brasília) no Dick’s S. Goods Park, será a única antes da estreia na competição, dia 4 contra o Equador. O Brasil tem desfalques importantes, mas nem por isso o treinador deverá fazer mudanças radicais.

Dois titulares absolutos de Dunga, Neymar e Douglas Costa, não estão no grupo, bem como Ricardo Oliveira, presença constante nos jogos anteriores. Além disso, na primeira semana de treinos, em nenhum momento o treinador pôde contar com o grupo completo – isso só ocorrerá amanhã, quando se apresentam Filipe Luis e Casemiro, que participaram da final da Liga dos Campeões entre Atlético de Madrid e Real Madrid.

Ainda assim, hoje o técnico pretende manter a base do time que empatou por 2 a 2 com o Paraguai pelas Eliminatórias, no mês de março. A defesa só não será a mesma pelo desfalque de Filipe Luis e porque existe chance de Fabinho entrar no lugar de Daniel Alves, que está com dores no calcanhar decorrentes de uma fascite plantar e pode ser poupado.

No meio de campo, Elias, que não participou dos jogos de março por estar contundido, retoma a posição (Fernandinho atuou contra os paraguaios). Na frente, o dilema é maior: Phillipe Coutinho é cotado para a vaga de Douglas Costa e Jonas, atacante que entrou durante o jogo em Assunção, deve ser titular nesta noite.

Ontem, Dunga não quis antecipar a escalação. Disse que quer observar como os jogadores reagiram à carga de treinos da semana, considerando que alguns estão no meio e outros no final da temporada. Além disso, privilegiou o estilo de jogo em relação às peças da equipe. “O futebol independe dos nomes. Tem que ter versatilidade e jogar com velocidade, dois toques. Os nomes não significam muito, o mais importante é a atitude: buscar espaço, triangulações, tentar buscar a identidade do futebol brasileiro”, disse.

Embora o Panamá seja uma equipe mediana da América Central e ocupe o segundo lugar em seu grupo nas Eliminatórias da Concacaf, Dunga espera um jogo difícil. “Está muito melhor, mais experiente, tem jogadores de grande qualidade que atuam fora do país. Será uma partida muito importante de preparação”, diz. 

No time de Dunga, o atacante Jonas é um dos jogadores que ainda batalham por um lugar. Como único centroavante de área no grupo que está nos Estados Unidos, o jogador do Benfica tem grandes chances de se firmar. “Classifico (o amistoso) como um jogo importantíssimo. Serve para preparar a seleção e serve não só para mim como para todos os jogadores. É oportunidade para conhecer melhor as características de cada um’’, analisou o atacante.

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