Dunga vê compromisso de jogadores como motivo para tranquilidade

A volta do comprometimento e daalegria dos jogadores em servir a seleção brasileira são agoracitados pelo técnico Dunga como algo que lhe deixa tranquilo àfrente da equipe. Depois de ter encarado os pedidos de dispensa de Kaká eRonaldinho para a Copa América, em julho, e de Zé Roberto terdito antes do mesmo torneio que não jogaria mais pela seleção,o treinador acredita que finalmente conseguiu criar no grupo osentimento que ele próprio tinha nos tempos de capitão, comentrega total pelo time. Os dois últimos jogos oficiais do Brasil no ano, contraPeru e Uruguai nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, nomês que vem, serão mais uma oportunidade para Dunga reunir omesmo grupo das últimas partidas e firmar a postura dosatletas, em especial jogando diante da torcida. Um dia após voltar da Suíça, onde levantou a bandeirapatriota para comemorar a escolha oficial do Brasil como sededa Copa de 2014, Dunga considera que hoje pode ficar tranquilocom "o comprometimento, a alegria com que os jogadores estãovindo para seleção, o ambiente que foi criado dentro do grupo,a forma como todo mundo está se empenhando nos treinos e nosjogos". A quase repetição da convocação passada -- apenas com umatroca na zaga reserva, Naldo no lugar do lesionado Alex Silva-- reflete a satisfação do treinador com o atual grupo. Adefesa, por sinal, mereceu elogio especial de Dunga. Além da jáconsagrada dupla Juan e Lúcio, o técnico vê pelo menos outros10 zagueiros em boas condições de jogar pela seleção. "Não temos só a dupla ideal, podemos encontrartranquilamente de 10 a 15 zagueiros de altíssimo nível para aseleção brasileira. A zaga não preocupa mais. Antes, nósbrasileiros tínhamos essa fama de reclamar, mesmo tendo grandeszagueiros, mas felizmente nos últimos anos o Brasil temexportado não só zagueiros, mas goleiros também", disse ele ementrevista coletiva no Rio de Janeiro. Em segundo lugar nas eliminatórias, com quatro pontos emdois jogos, o Brasil vai enfrentar o Peru, em Lima, no dia 18de novembro, e depois recebe em São Paulo, no Morumbi, oUruguai, dia 21. Para o treinador, os dois próximos desafios serão maiscomplicados que os jogos anteriores -- 0 x 0 com a Colômbia e 5x 0 com o Equador. Dunga vê a seleção uruguaia como a melhor dopaís nos últimos anos, enquanto o Peru contará com aexperiência de jogadores que atuam na Europa, o que até poucotempo era exclusividade de brasileiros e argentinos na Américado Sul. "As dificuldades vão sempre aumentar com o passar do tempo.O Peru hoje tem muitos jogadores atuando na Europa, a tendênciaé aproveitar essa experiência pra enfrentar o Brasil", disse otreinador. "O Uruguai demonstrou sua força na Copa América, inclusivecontra o Brasil. Esses países se preparam para um único jogocontra o Brasil, existe todo um clima para enfrentar a seleçãobrasileira."

PEDRO FONSECA, REUTERS

31 de outubro de 2007 | 16h40

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