Dupla trilha caminho longe da Vila Belmiro

Jovens atacantes podem reencontrar Neymar nos Jogos Olímpicos

Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 07h00

Neilton demorou um pouco para encontrar seu futebol após deixar o Santos. Por problemas contratuais, foram 10 meses de espera de sua última partida oficial pela equipe paulista até a estreia pelo Cruzeiro. Campeão brasileiro em 2014, o habilidoso atacante não teve espaço na equipe de Marcelo Oliveira, mas destaca o aprendizado, mesmo sendo um suplente. "Foi muito importante! Aquele time era fera demais e pude aprender bastante com cada um". Sua passagem por Minas Gerais teve modestos 12 jogos e apenas um gol.

Emprestado ao Botafogo no meio de 2015 para ganhar experiência, Neilton enfim pode ter o protagonismo que dele era esperado quando surgiu na Copa São Paulo de 2013. Pela equipe da estrela solitária foram 18 jogos, seis gols e o título da Série B de 2015. "Sempre busco fazer o melhor para que as coisas aconteçam o quanto antes, porém, no meu caso, fiquei surpreso com a identificação que foi criada. Eu particularmente me identifiquei bastante com o clube e principalmente com a torcida. Sou muito grato a eles e dentro de campo espero retribuir."

O sucesso no Rio de Janeiro, palco dos Jogos Olímpicos de 2016, faz Neilton sonhar com a oportunidade de disputar a competição. "Além de ser um objetivo, é um grande sonho no qual estou trabalhando bastante para realizar. Porém, a prioridade sempre será fazer um bom papel aqui no Botafogo e se for para representar o Brasil na Olimpíada, com certeza será por consequências do trabalho."

 

OUTRO CAMINHO

Victor Andrade fez diferente de Neilton quando seu contrato com o Santos acabou, em 2014, e decidiu tentar a sorte na Europa. Na chegada ao Benfica, foi bastante orientado pela legião de brasileiros do clube, como Julio CEsar, Luisão e Jonas, e teve de esperar quase um ano para ser convocado da equipe B para defender o time principal em uma partida oficial. "O futebol aqui é muito diferente e no começo você sente um pouco a cultura tática. Mas você tem de se adaptar ao estilo de jogo dos portugueses e dos estrangeiros. É outro mundo, outra cabeça. Você tem de amadurecer rápido. Sinto que amadureci, me adaptei bem e consegui jogar até a Liga dos Campeões", conta. 

 

Estar perto dos familiares foi importante para a adaptação ao novo estilo de vida, explica o jogador de 20 anos. "A minha família veio comigo desde o início e está sempre por perto, o que me deixa muito feliz". Mesmo feliz com a vida em Portugal, Victor Andrade não esconde o que mais sente falta do Brasil: "o verão".

 

Ainda em desenvolvimento, o atacante foi emprestado no início de janeiro ao Vitória de Guimarães para jogar com mais regularidade. Visto como uma das grandes revelações do futebol atual no velho continente, o brasileiro teve seu nome especulado para reforçar o Manchester City na última janela de transferências, mas ele diz que este é um objetivo para "daqui três ou quatro anos". O foco de Victor Andrade está na Olimpíada, onde poderia reencontrar Neilton e Neymar. "A Olimpíada é o sonho de todo jogador, como qualquer competição pela seleção. Mas ficaria muito feliz se isso acontecesse agora. Se não for, poderá ser na próxima".

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