Alex Silva/AE
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Dura missão de Narciso e seu sonho de voar mais alto

Vitorioso nas categorias de base do Santos e do Corinthians, espera se firmar no Palmeiras para fazer carreira

Daniel Batista e Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2012 | 21h00

SÃO PAULO - Narciso é um dos principais personagens do clássico neste domingo. O treinador tem a dura missão de substituir Luiz Felipe Scolari no comando do Palmeiras e ainda dar início à reabilitação da equipe. O adversário ele conhece bem. Há pouco mais de dois meses Narciso estava do outro lado, militando e brilhando nas categorias de base do Alvinegro com a conquista da Copa São Paulo de Juniores de 2012.

O ex-zagueiro, que ganhou destaque com a camisa do Santos, tem uma curta carreira como treinador. São apenas quatro anos de experiência sendo que, nesse período, treinou um time profissional por apenas 21 dias.

Logo depois que pendurou as chuteiras, em 2006, assumiu o time sub-20 do Santos e ajudou a revelar alguns garotos, entre eles, Neymar, Ganso, Alan Patrick e André, mas sempre em atrito com dirigentes. Em 2011, foi demitido e saiu reclamando que a base do Santos estava nas mãos de pessoas sem qualificação para lidar com futebol.

Nascido em Neópolis, interior do Sergipe, Narciso viu a oportunidade de assumir pela primeira vez um time profissional e justamente em sua cidade natal. Foi contratado para ser o técnico do Sergipe. Mas sua passagem pelo clube durou apenas 21 dias. Após cinco jogos - uma vitória, três derrotas e um empate -, deixou a equipe, alegando falta de estrutura.

Em maio de 2011, chegou ao Corinthians, onde fez um bom trabalho e era bem quisto pelos diretores. Após a conquista da Copa São Paulo, começou a entrar em choque com a diretoria até ser demitido.

No Parque São Jorge existem duas vertentes para explicar a demissão de Narciso, ocorrida em julho. Uma delas é de que ele queria assumir um time profissional ou pelo menos fazer parte da comissão técnica de Tite. Outra versão é que pediu dois aumentos depois do título da Copinha. O primeiro foi contemplado, mas o segundo não, já que o técnico exigia salários mais altos do que membros importantes da comissão técnica de Tite.

Demitido, acertou poucos dias depois com o Palmeiras. O curioso é que ele enfrentou o Corinthians e perdeu por 2 a 1, em seu segundo jogo no Alviverde. No dia a dia é uma pessoa tranquila.

“Ele gostou da nossa estrutura e não é de ficar pedindo muita coisa. Estamos contentes com ele”, disse Claudinei Muza, coordenador da base do Palmeiras.

Narciso diz que não tem o sabor de vingança para hoje. “Não tenho resposta para ninguém. Só quero que o Palmeiras jogue futebol. Precisamos somar mais pontos jogando bem ou não.”

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