Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE

Durval completa 30 anos e decide clássico para o Santos

'Veio na hora certa esse gol. Não poderia esperar isso, mas fui abençoado', afirma o jogador santista

BRUNO WINCKLER, Agência Estado

11 de abril de 2010 | 21h16

Durval, o menos badalado dos santistas, é avesso a entrevistas e está longe de ser menino da Vila, com seus 30 anos, completados neste domingo. Ironicamente, ele foi presenteado com o protagonismo do jogo em que nem Robinho e Neymar foram brilhantes. Marcou o primeiro gol de um zagueiro nesse Santos em que os atacantes são os astros.    

 

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"Veio na hora certa esse gol. Não poderia esperar isso, mas fui abençoado", disse. "Essa foi a maior entrevista coletiva que já dei na minha vida. Nem sabia que palavras eu ia usar", completou.

Na saída do campo, quando os microfones o cercaram, falou como se tivesse feito mais uma partida. Não como o herói de uma partida decisiva. "Estava na área e aproveitei. Não esperava fazer o gol. Mas ganhei um presente e tanto."

O zagueiro fez além do se esperava do menos aclamado do santistas. Como Robinho e Neymar, pelas pontas, tentou encontrar uma saída para dar a vitória ao Peixe e conseguiu de forma imprevisível.

No lance que deu a vitória ao Santos, Durval foi à linha de fundo, pedalou e se enrolou com a bola, tipicamente como um zagueiro. "Eu ia cruzar para ver no que dava, mas acabei sofrendo a falta."

Na cobrança, no segundo, o zagueiro subiu mais que Rogério Ceni e voltou a comemorar um gol, tão frequentes na sua passagem pelo Sport, seu último clube antes do Santos. "No Sport marcava muitos gols, mas aqui no Santos não tive muitas chances. Natural para um time com tantos bons atacantes."

Essa foi a 20ª partida de Durval pelo Santos. "Demorou para eu fazer um gol e veio em um jogo decisivo quando um zagueiro quase nunca aparece para resolver. Quero fazer gols em jogos não tão decisivos também", afirmou.

Durval reconheceu que houve falha do sistema defensivo nos gols do São Paulo, mas nada que tire seu sono. "Fomos mal no segundo tempo, mas no Santos, enquanto a gente estiver fazendo mais gols do que tomando, a gente vai continuar vencendo."

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