José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

'É inegável, hoje somos conhecidos no mundo', diz presidente do Corinthians

Mario Gobbi fala sobre as conquistas internacionais do clube e diz não torcer para que o São Paulo seja rebaixado

Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2013 | 09h00

SÃO PAULO - Mário Gobbi é muito cuidadoso com as palavras ao falar sobre o momento do São Paulo. Rebaixar ou afundar o rival não é motivação, diz o presidente do Corinthians. O que fica claro nesta entrevista exclusiva ao Estado é que Gobbi e seu clube tomaram gosto por torneios internacionais. Gosto por disputá-los e, é claro, ganhá-los. "O desafio, todos os anos, é esse."

Se o Corinthians vencer o jogo de hoje, o São Paulo pode terminar a rodada na zona de rebaixamento. Isso move o clássico? E, em sua opinião, o São Paulo corre risco de cair?

A motivação do Corinthians é entrar no G-4, e não ver o outro perder. É muito cedo para falar de rebaixamento, o campeonato está no começo, isso é no segundo turno.

Pelos momentos distintos que vivem os dois clubes, o que acha quando dizem, em tom irônico, que o Corinthians virou São Paulo e o São Paulo virou Corinthians?

Acho que o Corinthians vai ser sempre o Corinthians. O Corinthians passou por uma mudança administrativa, de gestão, com reflexos no campo. Isso foi fruto de uma circunstância política que o clube viveu. O Corinthians tem de viver de si, cuidar de sua gestão, manter-se democrático. Cada um que cuide do seu clube.

Manter treinadores (três em seis anos) foi o principal acerto?

Acho que é fundamental. Você analisa a equipe técnica com o passar dos meses. Você não julga o trabalho de um treinador só pelo resultado, você tem de ver se ele é líder, se é chefe, se é comandante, se é carismático, se conhece de tática, e se ele tem o grupo na mão dele. Eu não vejo com bons olhos treinador ficar pouco tempo no trabalho. Há casos emergenciais em que você precisa intervir, mas isso é exceção.

Qual será o próximo passo após a tríplice coroa (Libertadores, Mundial e Recopa)?

Traçamos sempre como meta disputar a Libertadores. E, se possível, vencer e ir ao Mundial. Esse é o topo, não há nada acima de ir para o Mundial. O desafio, todos os anos, é esse. Nossa próxima meta é voltar à Libertadores, manter o time disputando competições internacionais e que, com isso, aumente o número de torcedores que nós angariamos no mundo todo.

Com esses três títulos é possível mensurar o ganho da imagem do clube lá fora?

É inegável que o Corinthians é hoje um clube conhecido mundialmente, não só pelo Mundial. Antes, o Ronaldo ajudou nisso, a Libertadores também. Mas a surpresa foi que, ao chegarmos lá fora (no Japão), havia um bando de loucos nos aguardando, não daqui, de lá mesmo. Então é inegável que o Corinthians tem torcida nos quatro cantos do mundo. O que queremos é aumentar os adeptos, e isso só se faz mantendo um time competitivo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.