E se o Brasil não for para a Copa?

E se a seleção brasileira não conseguir uma vaga para a Copa? O publicitário Daniel Barbará, diretor da DPZ e presidente do Grupo de Mídia de São Paulo, não quer sequer pensar nessa hipótese, mas sabe na ponta da língua o que a publicidade, sem contar o patrocínio das transmissões de jogos pelas emissoras de televisão, perderia com isso: R$ 600 milhões. "Esse é o montante que deixaria de circular a mais nos veículos de comunicação e em promoções (sorteios, material de ponto de venda, cartazes, faixas, distribuição de brindes e outros) caso o Brasil fique de fora da competição; não é nada desprezível", afirma Barbará.Já outros R$ 500 milhões seriam embolsados pelas emissoras de televisão e rádio, que vendem cotas antecipadas para futebol, sendo que a Copa eleva os valores dessas cotas em torno de 25% a 35%. Barbará estima que uma das cinco cotas para 2002 da Rede Globo, que tem os direitos exclusivos de transmissão dos jogos de futebol, mas tem acordo para repassá-los para a Bandeirantes, por enquanto, giram em torno de R$ 75 milhões. Ou seja, mesmo com o Brasil de fora a receita de futebol entra, mas corre o risco de ficar menor, frustrando muitos planos. As emissoras de televisão a cabo seriam, nesse caso, as mais prejudicadas, pois têm aumentado a fatia de receita com a Copa de 1998 e a Olimpíada do ano passado.Leia mais no Estadão

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