Edilson 'capetinha' apoia atitude de Jorge Henrique

Ex-jogador do Corinthians, causador de uma briga generalizada contra o Palmeiras em 99, defende o atacante

Fábio Hecico e Vítor Marques, Jornal da Tarde

06 de dezembro de 2011 | 09h53

Causador de uma briga generalizada entre jogadores de Corinthians e Palmeiras na final do Paulistão de 1999, ao fazer embaixadinhas e colocar a bola no pescoço, o Capetinha Edílson reprovou a atitude dos palmeirenses que partiram para cima de Jorge Henrique no clássico de domingo, após “chute no vácuo” e drible em João Vítor.

Para o polêmico atacante, as situações não têm semelhança e no domingo Jorge Henrique apenas quis ganhar tempo, sem desrespeitar o Palmeiras.

“Não vi nada de mais. Para mim, uma jogada normal. Foi uma coisa natural, ele estava apertado e queria chutar a bola no rival para ganhar escanteio ou lateral. Como o marcador não encostou, o Jorge fez o chute (no vácuo), depois procurou o drible, tentando proteger a bola até levar aquela falta pesada”, analisou Edílson, que assistiu ao jogo em Salvador.

O ídolo corintiano é comentarista e apresentador de tevê na Bahia e tem uma agência de eventos. Ele ainda estuda alguns convites para ser técnico em 2012 e não deixa de torcer pelo Timão, pelo qual brilhou.

“O Valdivia fez e nada aconteceu. Quando é contra, eles brigam? Não importa se é no primeiro, segundo ou terceiro turno, tem de aceitar dentro de campo”, disse o Capetinha, garantindo que, se as brigas continuarem, a arte com a bola vai acabar. “As grandes jogadas têm de aparecer. Querer enganar o adversário faz parte do futebol. Mas a minha foi diferente e até aceito. Naquela época ninguém colocava a bola no pescoço.”

Ele até faz uma recomendação ao Verdão, clube que também defendeu. “Quando o Palmeiras estiver em vantagem contra o Corinthians, que faça isso. Agora, ficar brigando para dar uma satisfação à torcida, isso é coisa de quem quer aparecer.”

Edílson não culpou os jogadores que estavam em campo pela briga, apesar de Márcio Araújo ter ido tirar satisfação com Jorge Henrique e os corintianos correrem em direção aos rivais.

“A rivalidade é o grande problema. Mas aquela confusão aconteceu por bobeira, com os palmeirenses achando que o outro time estava humilhando. Agora, quando os jogadores do banco de reservas entram em campo, eles criam enorme tumulto. Se tivesse apenas uns sete de cada lado, viraria um bate-boca e mais nada.”

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