Edílson é a arma do São Caetano

O talento indiscutível do agora experiente Edílson é a principal arma do São Caetano para enterrar a má fase dentro do Campeonato Brasileiro. Após perder para Santos e Internacional, o time do ABC está à beira de uma crise e vê no fato de enfrentar a líder Ponte Preta a oportunidade para dar a volta por cima. O duelo começa às 18h10, no estádio Anacleto Campanella. O Azulão soma apenas 14 pontos, ocupando a 11ª posição. O time campineiro vive seu melhor momento na temporada, soma 23 pontos, há duas rodadas é líder e venceu seus últimos cinco adversários. Enfim, é bom que o Capetinha estréie com o pé direito, talvez lembrando seus bons momentos na carreira dos tempos de Palmeiras e Corinthians. No ano passado, ele marcou 18 gols pelo Vitória, rebaixado à Série B. O atacante revelou em sua chegada que, depois do desencontro de datas com o Cruzeiro e da falta de interesse em ir para o Brasiliense, optou pelo São Caetano para não receber mais calote. Mas chegou prometendo empenho. "Vim, treinei e já estou escalado. Jogador tem que jogar e espero jogar bem para provar que sou como o vinho: quanto mais velho, melhor". Aos 34 anos, com falha no cabelo, ele empolgou o técnico Estevam Soares. "Acho que estávamos precisando de um diferencial. O Edílson pode ser este homem". Tanto que após sua inscrição relâmpago na CBF, ele já está escalado ao lado de Dimba, artilheiro do time com apenas três gols. Em princípio, a única dívida do treinador está na defesa. Ele não sabe se escala os zagueiros Neto ou Douglas para fazer dupla com Thiago, que retorna de suspensão automática. No meio, Paulo Miranda, liberado pelo STJD após cumprir quatro jogos, está confirmado. Ele irá formar o trio de volantes com Claudecir e Zé Luís. O encarregado da criação será o meia Fábio Pinto. "Quero dar o máximo de liberdade aos nossos atacantes. Por isso, estou reforçando a marcação no meio-campo", justificou o treinador, que na década de 90 foi auxiliar-técnico do Guarani e trabalhou com Vadão, o comandante da Ponte Preta. Com o ex-companheiro, Soares terá um duelo decisivo porque outra derrota poderá representar até sua demissão. O clima no Majestoso é completamente inverso. O time passou duas semanas badalado pela liderança, momento só quebrado por uma certa insistência da imprensa em cobrar um melhor desempenho de Evando, substituto do meia Harison. "Sou atacante, mas estou tentando fazer tudo o que o treinador me pediu", defende-se, irritado. Nem o gol marcado na vitória sobre o São Paulo diminuiu a cobrança sobre ele. A única novidade será a volta do lateral-direito Rissut, que cumpriu suspensão automática e entra na vaga de Luciano Baiano. O time vai manter o esquema 4-5-1 e ainda promete manter a humildade, arma considerada fundamental para o sucesso do time. "Temos que continuar na nossa tocada: dedicação, amor à camisa e vontade de verdadeiros guerreiros", repete Vadão. Para neutralizar a estréia de Edílson, o técnico deve escalar um de seus volantes, provavelmente Carlinhos, no pé do adversário. "Só que o São Caetano não se resume a Edílson. Toda atenção será pouca", avisa. Se depender do retrospecto, o São Caetano já pode respirar aliviado. Em nove jogos disputados em toda a história, a Ponte conseguiu vencer apenas um, empatou dois e perdeu seis. Curiosamente, a única vitória aconteceu no último Brasileiro dentro do Anacleto Campanella. Na ocasião, a Macaca venceu por 1 a 0. No Paulistão de 2005, a Ponte perdeu por 1 a 0, também no ABC.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.